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Método de “respiração fora do corpo” é usado por médicos espanhóis para tratar pacientes com coronavírus

Diante dos desafios representados pela pandemia de coronavírus nos sistemas de saúde no mundo todo, a Espanha está usando um método, para auxiliar o tratamento de pessoas que apresentam quadro grave da doença, que parece ser tirado de um filme de ficção científica:  uma máquina que aspira o sangue e o oxigena antes de devolvê-lo […]

Matheus Maderal Publicado em 13/04/2020, às 12h25

Foto: divulgação
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Diante dos desafios representados pela pandemia de coronavírus nos sistemas de saúde no mundo todo, a Espanha está usando um método, para auxiliar o tratamento de pessoas que apresentam quadro grave da doença, que parece ser tirado de um filme de ficção científica:  uma máquina que aspira o sangue e o oxigena antes de devolvê-lo ao corpo quando os pulmões ou o coração falham.

O método conhecido como oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO, por sua sigla em inglês) já beneficiou ao menos 10 pacientes com covid-19 nos centro de saúde espanhóis. A informação é da rede de notícias BBC. De acordo com a reportagem, a ECMO usa uma máquina equipada com uma bomba centrífuga, que se encarrega de movimentar o sangue, e um oxigenador que usa uma membrana de polimetilpenteno para separar o sangue do gás, neste caso do oxigênio.

“E o que ele faz é adicionar oxigênio e tirar o CO2, remover dióxido de carbono”, resume Mundo Jordi Riera, médico da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Vall d’Hebron, em Barcelona. Para isso, o dispositivo é conectado ao indivíduo através de dois acessos: um usado para extrair o sangue e outro, para introduzi-lo novamente no sistema circulatório após a passagem pelo oxigenador. “Dependendo de onde estiver conectado esse segundo acesso, pode ser fornecida assistência respiratória – se conectada a uma veia – ou mesmo assistência cardiorrespiratória se inserida em uma artéria”, explica.

O espanhol, pondera no entanto que a ECMO “é um tratamento complexo, invasivo e associado a complicações que podem ser importantes”.  Ele

evidenciou ao mundo as surpreendentes possibilidades do procedimento em dezembro de 2019, quando o utilizou para ressuscitar uma mulher cujo coração parou de bater por mais de seis horas.

A Organização para o Suporte Vital Extracorpóreo (ELSO, na sigla em inglês) tem pelo menos 55 afiliadas na América Latina, e diz estar fazendo o possível para agilizar a troca de informações entre seus membros para lidar com a pandemia de coronavírus – embora, como explica o presidente do braço regional, Leonardo Salazar, a respiração extracorpórea pareça der um papel bastante limitado na América Latina.

“A disponibilidade de atendimento ao paciente na ECMO depende não apenas de quantas máquinas existem, mas também de quantas pessoas são treinadas para atender pacientes com essa tecnologia. E na América Latina há certamente um problema de acesso”, disse à BBC.

Jornal Midiamax