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Enfermeira voluntária é morta na Faixa de Gaza

O ministro da Saúde da Palestina condenou o assassinato

Ana Clara Santos Publicado em 02/06/2018, às 09h35

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A enfermeira palestina Razan al-Najar, de 21 anos, que atuava como voluntária da Palestina, foi morta na sexta-feira (1º) durante protestos na Faixa de Gaza. Ela tentava correr em direção à fronteira e foi atingida por tiros. As forças militares de Israel afirmam que irão investigar o caso. Com al-Najar, o número de palestinos mortos desde o dia 30 de março, na Faixa de Gaza, chega a 119.

De acordo com o G1, a enfermeira desenvolvia um trabalho voluntário e salvou centenas de vidas nos conflitos entre árabes e israelenses. No funeral, houve uma comoção da população, que envolveu o corpo de al-Najar em uma bandeira palestina.

“Com nossas almas e nosso sangue, nós resgatamos você, mártir Razan”, gritavam os presentes.

Em um comunicado oficial, o ministro da Saúde da Palestina, Jawad Awwad, condenou o assassinato da enfermeira e disse que o crime violou a lei internacional.

Manifestações

As manifestações conhecidas como Marcha do Retorno, organizadas por civis com apoio do Hamas, acontecem desde o dia 30 de março para denunciar o bloqueio imposto por Israel a Gaza. No primeiro dia, 16 palestinos morreram e 2 mil ficaram feridos nos confrontos.

As vítimas acusam Israel de uso desproporcional da força, contudo, na ocasião, o governo israelense defendeu a ação de seus soldados. Segundo o Exército, os tiros só foram disparados em direção aos palestinos que incitaram maior violência.

Marcha do Retorno

No dia 30 de março, quando aconteceu a grande marcha pelo direito do retorno, coincidiu com o “Dia da Terra”, momento em que se homenageia seis árabes israelenses mortos em 1976 em protestos contra a apreensão de terras por Israel. Os árabes israelenses são os descendentes dos palestinos que permaneceram no território após a criação do Estado de Israel em 1948.

Outro tema de disputa entre israelenses e palestinos é o status de Jerusalém, que se tornou ainda mais delicado desde que o presidente americano Donald Trump decidiu reconhecer a Cidade Sagrada como capital de Israel e transferir para a cidade a embaixada dos Estados Unidos. Em 14 de maio, dia da inauguração da embaixada, cinquenta e oito palestinos morreram e mais de 2200 ficaram feridos.

Informações G1

Jornal Midiamax