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Nigéria passará a castigar sequestro com pena de morte

Crime é comum principalmente contra funcionários estrangeiros de empresas petroleiras 

Clayton Neves Publicado em 30/09/2017, às 01h22

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Crime é comum principalmente contra funcionários estrangeiros de empresas petroleiras 

Senado da Nigéria decidiu nesta sexta-feira (29) castigar com pena de morte o crime de sequestro, uma prática habitual neste país com a qual se extorque, especialmente, trabalhadores estrangeiros.

A iniciativa contra esta “crescente ameaça”, segundo reconhece o órgão legislativo em seu site, necessitou de três votações para ser aprovada.

Desta forma, a partir de agora, os autores diretos de “sequestros por resgate” – tal como foi denominado – serão condenados à pena de morte, enquanto os cooperadores serão sentenciados a 30 anos de prisão.

Além disso, o Senado também aprovou diferentes medidas para castigar os linchamentos e outros atos de violência que são cometidos nas zonas rurais contra suspeitos de delitos.

Em meio à pior crise econômica que este país sofre em 25 anos, o sequestro se transformou em uma prática habitual, e em um elevado número de ocasiões acaba com a morte do refém, inclusive após o pagamento do resgate.

O problema começou com os trabalhadores das empresas petroleiras no delta do Níger, setor econômico que representa 90% das exportações deste país.

Em pouco tempo o problema se propagou e os políticos, executivos e artistas locais também se transformaram em um alvo frequente.

Jornal Midiamax