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Encapuzados queimam 18 caminhões com alimentos no sul do Chile

13 dos caminhões, que prestavam serviços para as empresas Lucchetti e CCU, ficaram completamente destruídos

Henrique Kawaminami Publicado em 20/08/2017, às 11h44

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13 dos caminhões, que prestavam serviços para as empresas Lucchetti e CCU, ficaram completamente destruídos

Um grupo de encapuzados queimou na madrugada deste sábado 18 caminhões carregados com alimentos na região da Araucanía, no sul do Chile, segundo informaram fontes policiais.

De acordo com a polícia militar Carabineros, as 15 pessoas que protagonizaram o ataque em um recinto situado a 10 quilômetros da cidade de Temuco estavam armados e ameaçaram guardas e motoristas antes de queimarem os veículos estacionados.

Dos 18 caminhões afetados, que prestavam serviços para as empresas Lucchetti e CCU, pelo menos 13 ficaram completamente destruídos, detalhou a polícia.

Segundo informou a rádio local “Bío-Bío”, o atentado ocorreu por volta das 2h da magrudada (horário de Brasília) no setor de Pichiquepe, no município de Padre las Casas.

A polícia afirmou que foi um dos guardas do estabelecimento privado que fugiu para avisar os agentes sobre o ataque, que teria sido perpetrado pelo grupo mapuche Weichan Auka Mapu.

No lugar foi encontrado um lenço que fazia referência à causa mapuche, explicou a prefeita Nora Barrientos, que declarou que este mesmo grupo assumiu a recente queima de capelas na região, assim como outras 30 ações violentas nos anos anteriores.

Encapuzados queimam 18 caminhões com alimentos no sul do Chile

Weichan Auka Mapu é um movimento de resistência que busca desde 2013 reivindicar a causa mapuche e condenar a ocupação de terras ancestrais que pertenceram a esse povo indígena e que agora estão em mãos da exploração agrícola.

Mais cedo, organizações de transportadores e caminhoneiros solicitaram uma reunião com autoridades governamentais, com o propósito de expressar o descontentamento com o ocorrido e exigir mais segurança na região.

As comunidades mapuches denunciaram por anos ao governo um estado de militarização de suas comunidades e uma permanente discriminação que os afeta.

Jornal Midiamax