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Venezuelanos rompem cordão de segurança e cruzam fronteira com a Colômbia

Grupos estavam em busca de remédios e alimentos

Clayton Neves Publicado em 18/12/2016, às 02h29

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Grupos estavam em busca de remédios e alimentos

Dezenas de venezuelanos romperam neste sábado (17) o cordão de segurança da Guarda Nacional Bolivariana e passaram a fronteira pela ponte internacional Francisco de Paula Santander que liga a colombiana Cúcuta com a venezuelana Ureña, para comprar remédios e alimentos, informou a imprensa local.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou na quinta-feira passada o fechamento da fronteira com a Colômbia "e com o Brasil" para encerrar o que denominou de "luta contra as máfias" que traficam com a moeda venezuelana.

As pessoas que conseguiram passar neste sábado pela fronteira buscam principalmente comida e remédios, que ficam escassos em uma Venezuela que também sofre porque o povo não pode utilizar nem trocar as notas de 100 bolívares, que são as que mais circulam.

"Reunimo-nos perante a necessidade de atravessar a fronteira e comprar alimentos em Cúcuta e aconteceu uma pequena discussão com os guardas e conseguimos passar", disse uma venezuelana à "Radio Caracol". 

Vigência dos 100 bolívares mantida
O presidente Nicolás Maduro também decidiu prorrogar a vigência da nota de 100 bolívares, que foi tirada de circulação há quase uma semana, e o fechamento da fronteira do país com Brasil e Colômbia até o dia 2 de janeiro. 

A decisão do chefe de Estado foi tomada no meio de uma dura crise por causa da escassez de moeda, depois que no domingo passado anunciou que a nota seria retirada de circulação legal em 72 horas, que terminaram na quinta-feira passada.

Além disso, Maduro estendeu o fechamento das passagens fronteiriças, que deveria terminar amanhã, e que foi implementado para evitar que as notas de 100 que tinham sido tiradas do país por grupos ilegais voltassem a circular.

Jornal Midiamax