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Tropas brasileiras trabalham no envio de remédio e alimentos no Haiti

Número oficial de mortos é de 877 no país

Joaquim Padilha Publicado em 08/10/2016, às 16h06

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Número oficial de mortos é de 877 no país

A prioridade das tropas brasileiras que trabalham no Haiti está sendo o envio de remédios e comida a população. Os militares já têm atuado na abertura de estradas e rodovias, bloqueadas por conta dos estragos causados pelo Furacão Matthew, e agora atuam diretamente no envio de mantimentos.

“Ontem, a engenharia da ONU, com auxílio das tropas brasileiras, fez o desbloqueio entre as cidades de Les Caye e Jeremie. São duas capitais departamentais e era importante abrir para a passagem dos caminhões. Então, agora a prioridade é levar comida e remédios”, explicou o coronel Alexandre Lima à Agência Brasil.

Alexandre Lima também é oficial de comunicação da Minustah, a força de paz das Nações Unidas no Haiti. Segundo a organização, são estimadas mil mortes por conta do Furacão Matthew, embora os números oficiais até o momento sejam de 877 mortos.

O governo haitiano ainda estima que mais de 350 mil pessoas precisem de ajuda humanitária emergencialmente no país. “Provavelmente vamos ter problema de falta de comida”, avalia Alexandre Lima.

Ao sul da península oeste da ilha haitiana, os estragos foram mais graves, onde muitas vilas vivem de pesca e as casas são frágeis e as plantações pequenas. Segundo Lima, o furacão provocou a destruição completa de casas e devastação de plantações de banana e de outros alimentos nessa região.

Entre as tropas brasileiras, não há feridos. “A nossa tropa está muito motivada, estão todos bem e muito dispostos a ajudar, como sempre acontece com os brasileiros. Não houve mortos no pessoal da ONU – nem brasileiros, nem estrangeiros. Teve uma equipe de policiais de Ruanda, que o local onde eles estavam teve a estrutura 90% destruída, mas eles estão bem”, relatou Lima.

Jornal Midiamax