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Atentado deixa 52 mortos em santuário no Paquistão

''Ao menos 52 pessoas morreram, e outras 105 ficaram feridas''

Henrique Kawaminami Publicado em 13/11/2016, às 10h39

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''Ao menos 52 pessoas morreram, e outras 105 ficaram feridas''

Pelo menos 52 pessoas morreram, e mais de 100 ficaram feridas neste sábado (12), em um atentado contra um santuário sufi no Baluchistão, sul do Paquistão, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).

A explosão aconteceu em meio a uma multidão de fiéis, durante uma cerimônia no santuário de Shah Noorani, declarou à AFP o representante do governo local Javed Iqbal.

"Ao menos 52 pessoas morreram, e outras 105 ficaram feridas", disse o ministro provincial da região do Baluchistão, Sarfraz Bugti, em entrevista coletiva na cidade portuária de Gwadar.

O sufismo é um braço místico do Islã considerado herege por grupos islamitas radicais. Os fiéis dançavam em uma cerimônia tradicional que acontece diariamente antes do crepúsculo.

O EI reivindicou a autoria do ataque, em um comunicado da agência Amaq.

"Trinta e cinco fiéis xiitas mortos e 95 feridos em uma operação de martírio executada por um combatente do EI em um santuário numa cidade do Baluchistão", informou a agência.

A localidade fica a 760 km da capital provincial, Quetta, motivo pelo qual os socorristas têm dificuldade para chegar à região, montanhosa, com poucas instalações médicas.

Autoridades enviaram reforços de Karachi, localizada a três horas de carro do local da explosão.

O porta-voz do Exército, general Asim Bajwa, disse que os reforços foram enviados, mas que "a dificuldade do terreno e a distância" freiam seu avanço.

Segundo o general Bajwa, 20 ambulâncias e 50 soldados estavam a caminho, assim como outra caravana, de 45 ambulâncias e 100 tropas, transportando unidades médicas.

O presidente do país, Mamnun Hussain, e o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, condenaram o atentado."O governo está determinado a eliminar do país o terrorismo e o extremismo", disse Hussain em um comunicado, em que expressou condolências.

O gabinete de Sharif informou que o premier pediu que seja oferecido aos feridos "o melhor tratamento médico possível".

Jornal Midiamax