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Réplica de terremoto atinge o Nepal, que já conta mais de 2 mil mortos

Um novo terremoto ocorreu na manhã deste domingo (26)

Midiamax Publicado em 26/04/2015, às 13h04

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Um novo terremoto ocorreu na manhã deste domingo (26)

Um novo terremoto de magnitude 6,7 atingiu o Nepal na manha deste domingo (26), divulgou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), provocando avalanches no Himalaia. O tremor, com epicentro a leste de Katmandu, e mais perto da fronteira com a China que o anterior, foi registrado a 10 km da superfície. A réplica também foi sentida em Nova Déli (Índia).

Pessoas correram desesperadas pelas ruas em direção a espaços abertos. Gritos e o som de uma avalanche puderam ser ouvidos enquanto um montanhista indiano era entrevistado por telefone perto do Everest pela agência de notícias Reuters.

A região do vale do Katmandu, mais povoada do Nepal, ainda se recuperava do tremor de magnitude 7,8 que deixou mais de 2.263 mortos no país – pelo menos 700 deles na capital – e cerca de 4.700 feridos, segundo o ministério do Interior. Ao menos 51 pessoas morreram na Índia e outras 17 morreram na China (com os avalanches no monte Everest).

A destruição e o número de mortes faz deste terremoto o mais mortífero no país em 81 anos. A estimativa é de que o número de vítimas seja ainda maior, devido à devastação na região da capital, Katmandu. O forte tremor destruiu milhares de casas e prédios históricos, e desde a manhã de sábado, quando aconteceu o tremor principal, o país já sofreu pelo menos 35 réplicas de entre 4 e 6,7 graus.

As buscas por sobreviventes entre os escombros continuam pelo país, mas, segundo as agências de notícias, têm sido dificultada pela falta de infraestrutura. Algumas imagens da tragédias mostram, inclusive, civis escavando com as próprias mãos. 

As ruas de Katmandu amanheceram neste domingo cheias de pessoas que passaram a noite em claro enquanto se repetiam as réplicas do forte tremor que abalou o país ontem. “Há relatos de danos generalizados. A devastação não está confinada a algumas áreas do Nepal. Quase todo o país foi atingido”, disse Krishna Prasad Dhakal, vice-chefe da missão na embaixada do Nepal, em Nova Déli.

Segundo a ONG Oxfam, que tem fornecido água potável e artigos de primeira necessidades às vítimas, as comunicações, a eletricidade e a água corrente nas regiões atingidas pelo tremor foram cortadas. Os hospitais também estão encontrando dificuldades para atender a todos os feridos. Medicamentos e suprimentos também estão se esgotando.

O ministro da Informação, Minendra Rijal, disse à televisão indiana que “foi lançada um grande plano de ação de resgate e reabilitação e há muito a ser feito”. “Nosso país está num momento de crise e precisará de apoio e ajuda imensos”, completou ele.

O governo nepalês pediu à população para se manter alerta perante a possibilidade de que os novos tremores terminem de derrubar edifícios afetados e em situação de fragilidade desde ontem ou aconteçam quedas de postes e muros.

Estima-se que 4,6 milhões de pessoas na região foram expostas aos tremores, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. Apenas no Nepal, 30 dos 75 distritos – 40% do território nepalês – foram afetados pelo terremoto. Somente a cidade de Katmandu tem população de 1 milhão de pessoas, e o Vale de Katmandu, 2,5 milhões, muitas vivendo em condições de pobreza.

Vários edifícios desabaram no centro da capital nepalesa, incluindo templos seculares. Um importante marco histórico na cidade, a torre de Dharahara, declarada patrimônio da Unesco, ficou quase toda destruída.O centro antigo de Katmandu é formado por um emaranhado de edifícios próximos uns dos outros, ruas estreitas e casas mal construídas, com grandes famílias morando nelas.

Em nota, o Itamaraty declarou que a embaixada do Brasil em Katmandu está “mobilizada para prestar o apoio necessário aos cidadãos brasileiros que se encontram no país” e que “os brasileiros já localizados pela embaixada não sofreram ferimentos e estão recebendo toda a assistência cabível”. Não há informação sobre a presença de brasileiros entre as vítimas fatais.

Jornal Midiamax