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Polícia prossegue revistando escritório de ex-diretor do FMI Rodrigo Rato

Rato limitou-se a afirmar que está à disposição da Justiça

Gerciane Alves Publicado em 17/04/2015, às 13h33

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Rato limitou-se a afirmar que está à disposição da Justiça

A revista policial do escritório em Madri do ex-diretor do FMI, Rodrigo Rato, iniciado na quinta-feira (16), prossegue nesta sexta-feira, dentro de uma investigação por lavagem de dinheiro e fraude.

Rato, que já está indiciado por dois escândalos de fraude na Espanha, limitou-se a afirmar ao jornal El País que está à disposição da Justiça e que está cooperando ativamente com os investigadores. Seus advogados preferiram não emitir comentários.

Segundo uma pessoa ligada ao ex-vice-presidente do governo espanhol, Rato  diz acreditar que tenha sido abandonado por seus antigos companheiros de governista Partido Popular (PP, direita) a fim de demonstrar que estão lutando contra a corrupção.

Antiga esperança da direita espanhola, agora expulso do PP, Rato já está indiciado por fraude, apropriação indébita, delitos contábeis, falsidade ideológica e outros crimes financeiros.

Ele e os ex-diretores do banco Bankia envolvidos são investigados sobre as irregularidades do início da cotação do Bankia na bolsa, em julho de 2011.

A investigação também verifica as compras consideradas inexplicáveis de ações do Bankia e de vendas imediatas depois do lançamento na bolsa, que colocam em dúvida o interesse de real de alguns investidores.

Estas compras poderiam ter como objetivo manipular o desempenho das ações.

Jornal Midiamax