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Com temperaturas de até 45 graus, onda de calor deixa mais de mil mortos no Paquistão

Pelo menos 1.130 pessoas morreram nos últimos seis dias pela onda de calor

Gerciane Alves Publicado em 25/06/2015, às 11h06

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Pelo menos 1.130 pessoas morreram nos últimos seis dias pela onda de calor

Pelo menos 1.130 pessoas morreram nos últimos seis dias pela onda de calor – com temperaturas de até 45 graus – que afetou a província de Sindh, no sul do Paquistão, onde o governo declarou estado de emergência e o Exército foi mobilizado.

O secretário de Saúde do governo regional de Sindh, Said Mangnejo, disse à Agência Efe nesta quinta-feira que em Karachi, a cidade mais populosa e centro financeiro do país, 1.100 pessoas morreram desde a sexta-feira e mais 30 em outras áreas da província.

Segundo o jornal “Dawn”, 40 mil pessoas foram tratadas nos hospitais de Karachi por causa do calor e centenas delas continuam hospitalizadas.

A maioria das mortes são de pessoas com mais de 60 anos e de trabalhadores que desempenhavam sua tarefas ao ar livre.

O Exército paquistanês estabeleceu 29 centros em Karachi, uma cidade de aproximadamente 20 milhões de habitantes, e em outras áreas de Sindh, para atender às pessoas afetadas pelo calor, enquanto a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres disponibilizou tanques de água na cidade.

Após a máxima de 45 graus no fim de semana, os termômetros baixaram hoje para 36 graus, mas o clima permanece úmido, disse à Efe um membro do Departamento Meteorológico do Paquistão, Mohammed Farouk.

Esta onda de calor no Paquistão coincidiu com o começo do Ramadã na sexta-feira passada, o mês mais sagrado para os muçulmanos e que determina o jejum entre o amanhecer e o por do sol nesse período.

O Comitê Central do Ruet-e-Hilal de Karachi, o órgão religioso que determina as datas do Ramadã, emitiu ontem uma fatwa – um pronunciamento legal no Islã emitido por um especialista em lei religiosa – que permite a quebra do jejum devido às altas temperaturas.

As ondas de calor são frequentes no subcontinente indiano nos meses de maio e junho, que precedem a chegada das chuvas das monções.

Jornal Midiamax