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O Bando do Velho Jack: “tocar rock é nadar contra a correnteza”

Let’s rock, baby? Yes! Porque 13 de julho é comemorado o dia deste gênero musical surgido no começo dos anos 50 e é dono de inúmeros sucessos no som de tantos artistas e bandas. Para falar deste ritmo em Mato Grosso do Sul, o MidiaMAIS conversou com a banda que é referência por aqui: O […]

Tatiana Marin Publicado em 13/07/2018, às 07h33 - Atualizado às 08h27

O Bando do Velho Jack | Foto: Helton Pérez
O Bando do Velho Jack | Foto: Helton Pérez - O Bando do Velho Jack | Foto: Helton Pérez

Let’s rock, baby? Yes! Porque 13 de julho é comemorado o dia deste gênero musical surgido no começo dos anos 50 e é dono de inúmeros sucessos no som de tantos artistas e bandas. Para falar deste ritmo em Mato Grosso do Sul, o MidiaMAIS conversou com a banda que é referência por aqui: O Bando do Velho Jack.

O som deles é o rock clássico, que remete muito ao blues, com “um pé nos anos 60 e 70”, descreve Rodrigo Tozzette, vocalista da banda. Na estrada desde 1995, ele diz que “tocar rock sempre foi meio nadar contra a correnteza, mas não podemos falar que não fomos felizes”.

Mesmo diante de um cenário musical que deu espaço a tantos gêneros que foram surgindo e que são mais comerciais do que o rock, Tozzette garante que ainda assim O Bando não arreda o pé do rock.

O Bando do Velho Jack: “tocar rock é nadar contra a correnteza”
Foto: Helton Pérez

“Não vamos tendenciar para chegar num outro lugar. Nunca foi nossa hipótese. Nosso som sempre foi engessado no classic rock. A gente vem ao longo dos anos com composições próprias, inspiradas em bandas com essa pegada, fazendo releituras, inclusive transpondo músicas regionais para o rock”, defende o roqueiro.

Quanto ao público, o vocalista do Bando afirma que é formado por pessoas com muita opinião e isso, na opinião dele, não é nada fácil. “Não é a música que está na mídia de massa, na TV. Rock, blues, jazz, MPB, é mais para quem procura, quem busca. Então, tem que batalhar, fazer um bom trabalho para que as pessoas se interessem”, diz Tozzette.

Por outro lado, ele avalia que o cenário cultural em geral mudou bastante. “Ao longo dos anos, o público se tornou cabeça mais aberta. Antes, quem ia em boate não ia em show de rock, e vice-versa. O sertanejo também era mais segregado. Hoje tem pessoas que vão em todos os lugares, gostam de eletrônico, sertanejo, vão ao bar, sai para ir onde está cheio”, observa.

E, quem sabe, isso tenha facilitado para que todas as tribos tenham o seu lugar ao sol. “Essa abertura é benéfica, mas ainda assim, o “mainstream” se beneficia mais, quem está com a correnteza a favor, acaba ganhando mais”, avalia o roqueiro.

Planos do Bando do Velho Jack

A banda passou por um período de inatividade desde 2014 e está retornando aos poucos. Mas a experiência que os músicos obtiveram durante a trajetória trouxe maturidade. Os planos incluem, além de continuar tocando, “até o final do ano gravar algum single, uma ou duas músicas autorais, fazer uma releitura de ‘Comitiva Esperança’, do Almir Sater”. O desejo é também realizar um show comemorativo de 23 anos do grupo em agosto deste ano.
Rodrigo salienta também que a frequência de shows diminuiu com o tempo. A decisão prima a qualidade para a quantidade. “A gente tem a proposta de fazer show, um espetáculo, com boa produção, iluminação, telão”, explica.

O Bando do Velho Jack também vai além dos limites de Campo Grande e faz show no interior e até fora do Estado. Após 3 anos parados, agora faz parte do trabalho esquentar a divulgação e o contato com o público através das mídias sociais.


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