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‘Vale a pena lutar para ficar viva’, afirma Fátima Bernardes em retorno ao Encontro

Fátima Bernardes, de 58 anos, voltou a apresentar o "Encontro", na Globo, nesta segunda-feira (4), após aproximadamente um mês afastada

Carlos Yukio Publicado em 04/01/2021, às 11h49

(Reprodução, TV Globo)
(Reprodução, TV Globo) - (Reprodução, TV Globo)

Fátima Bernardes, de 58 anos, voltou a apresentar o “Encontro”, na Globo, nesta segunda-feira (4), após aproximadamente um mês afastada por motivos de saúde. A apresentadora precisou se afastar para operar um câncer no útero. Em sua volta, Fátima abriu o programa contando como foi sua experiência com a doença e agradeceu a Patrícia Poeta por cuidar da atração enquanto esteve fora.

“Está fazendo um mês. É curioso porque estou com uma sensação de reestreia hoje, embora um mês nem seja tanto tempo assim. Não tem nem um mês que eu fiz a cirurgia, mas eu lembro da sensação do programa do dia 2 de dezembro. Eu já sabia que eu teria que ir ao médico porque alguma coisa tinha dado errado. Então, eu já fiz o programa de um jeito internamente diferente. E hoje eu volto para o programa com uma energia renovada, com uma expectativa muito boa”, disse Fátima para André Curvello.

Fátima também relembrou que antes de ser diagnosticada com a doença, também escutou muitas histórias de superação de convidados e da plateia do “Encontro”. “Nós ouvimos muitas histórias da plateia ao longo de todo o programa. Sempre histórias de recomeço, história de pessoas que venceram um câncer, histórias muito bonitas. Eu sempre imaginava como era receber essa notícia. Eu sempre tentava me colocar no lugar da pessoa e é realmente um soco. E parece que você leva um soco e não sabe exatamente onde é que você vai cair. Mas, no meu caso, eu já pensava: ‘eu vou me levantar rapidamente’. Tanto é que da notícia até a cirurgia foram quatro dias”, revelou.

A apresentadora também agradeceu a oportunidade de ter condições de fazer os exames. “Graças a Deus eu tenho condições de fazer os exames. Tenho uma gratidão enorme por isso. Não deixei de pensar o tempo todo na angústia das pessoas que não conseguem fazer o exame com tanta rapidez. Porque se eu em quatro dias já fiquei muito angustiada com essa história e querendo me livrar daquilo… É tão duro você imaginar a saúde como está no nosso país e ver as pessoas lutando pelo direito de serem tratadas”.

Fátima contou que a ficha ainda não caiu completamente. “Eu me sinto ainda me recuperando do soco, sem entender muito bem. É como se você absorvesse, mas não tivesse aina refletido muito bem sobre tudo o que aconteceu. Eu me cobro muito em tudo na minha vida. Graças a Deus deu tudo certo, o resultado foi o melhor possível. Mas eu ficava pensando: ‘no que essa notícia me transformou?’. Porque todo mundo me contava histórias de transformações muito intensas. E eu fico me cobrando e ainda não encontrei a grande mudança”, disse.

“Talvez, para mim, a transformação vá ser justo o contrário. Eu sempre queria fazer tudo no mesmo dia. Talvez seja eu perceber que parar, contemplar, ficar um pouco à toa, que foi o que eu mais fiz durante esse período, também é uma forma de viver. Também é possível e também pode trazer coisas boas. Tive que aprender a ficar quieta na marra. Fiquei tão quieta que com menos de um mês estou aqui de volta”.

Até o momento, Fátima não terá que se submeter a sessões de quimioterapia. “Eu realmente me cuido, mas também tive muita sorte do olhar atento da minha médica, porque eu não tinha nenhum sintoma além do leve espessamento do endométrio. Vale a pena você investir e lutar pra ficar viva”.

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