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Adriana Birolli vive experiência de reassistir a sua intepretação em duas telenovelas

Ocupando dois horários nobres da televisão brasileira, a atriz Adriana Birolli, retorna a TV globo vivendo duas personagens distintas. As sete horas da noite, vive a jornalista a Lorena, em Totalmente demais. No horário das nove, a atriz interpreta uma estudante de psicologia, na novela fina estampa. — Eu nunca tinha assistido à reprise de […]

Ranziel Oliveira Publicado em 21/06/2020, às 17h59 - Atualizado em 26/07/2020, às 15h06

Adriana Birolli pintando a própria casa (Foto: reprodução do Instagram)
Adriana Birolli pintando a própria casa (Foto: reprodução do Instagram) - Adriana Birolli pintando a própria casa (Foto: reprodução do Instagram)

Ocupando dois horários nobres da televisão brasileira, a atriz Adriana Birolli, retorna a TV globo vivendo duas personagens distintas. As sete horas da noite, vive a jornalista a Lorena, em Totalmente demais. No horário das nove, a atriz interpreta uma estudante de psicologia, na novela fina estampa.

— Eu nunca tinha assistido à reprise de um trabalho meu. Agora, isso está acontecendo em dose dupla! E mais: por eu não estar trabalhando fora de casa, por causa da pandemia, tenho tido tempo para ver todos os capítulos com calma. Dou um jeito de acompanhar todos os dias. O legal é que são dois papéis muito diferentes: uma venenosa e uma heroína.

O contato com muitos colegas de elenco das duas produções foi retomado, virtualmente, por causa das edições especiais (“Formamos grupos de WhatsApp e trocamos impressões das cenas, matamos as saudades”, ela conta). Mas, de uma amiga em especial, Adriana diz nunca ter se afastado.

— Eu e Lilia (Cabral, a Griselda de “Fina estampa”) temos uma relação ótima! Sempre que tenho dúvidas, ligo para ela. É uma profissional tão experiente e gentil, que me tranquiliza em qualquer situação. Geralmente, já passou por algo parecido. Temos uma troca maravilhosa, na vida e no trabalho — detalha.

As atrizes se conheceram em “Viver a vida” (2009), primeiro grande papel da novata na Globo. Na novela de Manoel Carlos, elas eram mãe e filha: a elegante Tereza e a tinhosa Isabel. Dois anos depois, as duas se reencontrariam na obra de Aguinaldo Silva que está de volta ao horário nobre. Nela, Adriana interpreta a “ex-futura” nora da personagem de Lilia. É que Patrícia tem um relacionamento mal resolvido com Antenor (Caio Castro), filho de Griselda, também afetado pela relação conturbada que ela tem com a mãe, outra Tereza (agora, de nome duplo: Tereza Cristina, vivida por Christiane Torloni).

O terceiro trabalho em comum de Adriana e Lilia foi “Império” (2014), mais uma obra de Aguinaldo. A jovem interpretou a ricaça Maria Marta (papel da veterana) em sua primeira fase e depois voltou à história como sobrinha dela, a designer de sapatos Amanda.

— Lá no início de tudo, em “Viver a vida”, Lilia criou uma intimidade entre as atrizes do nosso núcleo. Era a minha estreia no horário nobre e a primeira da Paloma (Bernardi) na Globo. Ela nos acolheu, como mãe, na ficção e na vida real. Como meus pais e irmãos ficaram em Curitiba (PR), e moram lá até hoje, quando eu sentia falta de um aconchego, era para ela que eu corria — relembra Adriana, de 33 anos, cujas semelhanças físicas com a paulistana, como os olhos claros, contribuíram para as escalações em mesmos núcleos: — Fora as proximidades físicas, é tão gostoso criar essas peculiaridades! Eu vejo agora minhas cenas com a Chris (Torloni), e tem tanta coisa ali que não é característica minha, mas combina entre as duas… Eu sou muito simbiótica, a gente se fez família. Ter sido parceira de cena dessas atrizes incríveis só enobreceu o meu trabalho.

Enquanto Tereza Cristina e Patrícia vivem às turras em “Fina estampa”, pois a socialite já mostrou que não tem escrúpulos e preza mais pelas aparências do que pelo conteúdo de quem se aproxima de sua herdeira, a atriz curitibana afirma que a relação com sua mãe real é das melhores. E que dona Rosita, de 64 anos, só lhe dá motivos para se orgulhar.

— Graças a Deus, sou uma abençoada. Entre a gente, não tem embate, minha mãe é maravilhosa! Ela fica num meio-termo entre Griselda e Tereza Cristina: ao mesmo tempo que é pau pra toda obra, tem um lado mais elegante, porque é empresária do ramo da moda. Mas não é do tipo que fica em cima do salto, sabe? O caráter da minha Rosita é irretocável — compara a filha coruja.

Sem frescuras no dia a dia, Adriana parece ter correndo nas veias sangue de Pereirão (apelido de Griselda na novela, por seu trabalho como faz-tudo nas residências). Nesta quarentena, que já virou noventena, a artista aproveitou para colocar a mão na massa. Literalmente. Tanto na de quitutes caseiros, para forno e fogão, quanto na da construção civil.

— Eu não fazia bolos há uns seis anos, pelo menos. E estou mandando muito bem, estão saindo perfeitos! Já fiz de laranja, de cenoura, de banana… Tenho é que tomar cuidado, porque minha vontade é assar um a cada dois dias. E, como não dá para me exercitar muito, o resultado acaba pesando na balança. Dias desses, também preparei duas lasanhas: uma de queijo e presunto e outra de ricota com espinafre — esmiúça a cozinheira de mão cheia e, atualmente, “mestre de obras”: — Ah, está sendo bem divertido pintar paredes!

Explica-se: no fim de maio, a atriz entregou o apartamento em que morava no Leblon, na Zona Sul do Rio, e se mudou com o namorado, o diretor Ivan Zettel, de 56 anos, para a casa cultural que mantém no bairro do Itanhangá, na Zona Oeste, que está sendo reformada. No Instagram, ela tem postado fotos suja de tinta e com pincel e rolo na mão.

A Casona House é um lugar muito gostoso, em que costumamos fazer festas temáticas, leituras e apresentações teatrais ao ar livre. A gente respira arte por aqui. Mas, com essa pandemia, os projetos estão todos parados. Estamos tentando nos virar, não temos muita perspectiva de volta, né? O setor artístico foi o primeiro a parar e será o último a retomar os trabalhos, infelizmente. Mesmo quando já for permitido, poucos vão se arriscar logo de cara a ir ao teatro ou ao cinema, ficar num espaço fechado com outras centenas de pessoas — analisa, complementando: — Eu só espero que, quando o coronavírus não for mais uma ameaça tão presente, as pessoas se lembrem do quanto a arte foi importante para elas quando tiveram que ficar dentro de casa, e nos apoiem na retomada. Porque a classe só vem tomando um solavanco atrás do outro, há tempos: é corte de verba, é censura, é ataque… Aguentamos nas costas o peso de culpas que nem são nossas.

Adriana, que viajou o Brasil com a peça “Manual prático da mulher desesperada”, comédia que ficou em cartaz por dez anos, afirma que tem lidado bem com o confinamento.

— Em geral, estou super em paz. As coisas acontecem, o que importa é como a gente lida com elas. Eu sou uma privilegiada, só agradeço: tenho casa, comida e conforto. Então, só me resta ficar 95% do tempo bem. De vez em quando, rolam uns descontroles bobos, tipo soltar um grito sozinha porque usei o queijo errado na lasanha. E umas irritações sem muita importância. Tem muita gente surtando nesse período, né? — reflete ela, que tem achado ótimo se libertar dos esmeros da vaidade, estando em casa o tempo todo: — Eu já não era apegada a maquiagem no meu dia a dia. Uso mais por causa da profissão e quando tem algum evento badalado. Aí eu capricho. Quem não gosta de se sentir linda? Mas, agora, é só protetor solar, que tem uma corzinha e já dá aquele brilho na pele. E eu sou muito sardenta, tenho sardas até nas orelhas… Outro dia, fiz uma live com Maria Joana (atriz), minha amiga, que é viciada em rímel. Aí, eu também passei nos cílios, para não fazer feio (risos).

Dona de olhar marcante, Adriana conta que é reconhecida mesmo de máscara, nas poucas vezes que sai às ruas, para passear com o cãozinho Thor de manhã cedo.

— Teve um dia em que uma menina vendendo quentinhas, também de máscara, pediu para eu tirar uma foto com ela. Pensei: “E agora, como a gente faz, se não pode abraçar?”. Aí ela ficou na frente da câmera do celular e eu, um tantão atrás, a metros de distância. Quem me reconhece me chama de Patrícia; outros, de Lorena. Depende de qual personagem marcou mais a pessoa — conta a artista, que tem se aproximado dos fãs, com suas questões e opiniões, por meio das redes sociais: — Respondo, facilmente, a umas 70 mensagens por dia. Muita gente me pede dicas sobre pintura da casa. Mas a maioria quer saber o que vai acontecer nas novelas, mesmo sendo reprises e podendo descobrir tudo no Google. Acho lindo quando falam: “Me conta, porque eu era criança quando passou na primeira vez”. Teve uma que escreveu: “Minha mãe me disse que toda vez que a Patrícia chorava, eu chorava junto”. E eu: “Coitadinha de você… Ela só chora…” (risos).

Se a garota gente boa e sensível de “Fina estampa” comove quem acompanha seus dramas frente ao mau-caratismo da mãe e os conflitos internos pelo amor que ainda sente por Antenor — ALERTA SPOILER: eles terminam casados e têm um bebê —, a jornalista venenosa que ela interpreta em “Totalmente Demais” tem provocado revolta nos telespectadores.Nesta semana, as brigas de Lorena com Carolina (Juliana Paes) atiçaram os usuários do Twitter, que vibraram a cada lição de moral que a editora da revista dava na dona do site, que tenta, com frequência, difamá-la e derrubá-la do cargo. Aos interessados nessa disputa por poder, vale lembrar que, em breve, quando Eliza (Marina Ruy Barbosa) vencer o concurso Garota Totalmente Demais, Carolina, consequentemente, perderá a aposta feita com Arthur (Fabio Assunção) e terá que pedir demissão. E, então, quem ocupará sua vaga?

— Lorena é maldosa demais! Tanto faz, que ela consegue roubar a revista — adianta sua intérprete, que, apesar de não concordar com os meios que a personagem usa para conseguir o que quer, admira a sua determinação: — Tirando o lado podre dela, temos em comum o fato de mantermos o foco para atingirmos nossas metas. Também sou assim, atenta, decidida. Já da Patrícia, eu tenho um pouco a utopia por um mundo melhor. Ao longo da história, ela abre uma ONG. Fui escoteira desde muito nova, acho que o escotismo foi a primeira ONG que existiu… Toda a minha trajetória de vida é ligada a essa parte social. Realmente acredito nisso.

(Com informações do site Extra.globo)

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