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Campo-grandenses criam serviços para lucrar com Pokémon Go e cidade já tem até ‘safári’

Bares e restaurantes também podem faturar com o jogo

Guilherme Cavalcante Publicado em 05/08/2016, às 18h08

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Bares e restaurantes também podem faturar com o jogo

Pokémon Go é uma mina de ouro não só para os acionistas da Nintendo. Tem muita gente que já viu oportunidade de fazer negócio da China com qualquer atividade que envolver o jogo do momento. E Campo Grande não ficou de fora: mal o game foi lançado e já existem serviços de 'safari' Pokémon, no qual os jogadores poderão dispor de um guia especializado e, principalmente, de transporte.

Pokémon Go foi lançado no Brasil na tarde da última quarta-feira. Com a cidade repleta de ginásios (onde os monstrinhos podem ser fortalecidos durante batalhas) e pokéstops (onde o jogador poder recolher recompensas periodicamente, como pokébolas), deslocar-se o máximo possível certamente vai causar bolhas nos pés. Mas, a questão vai além: com as notícias de que pessoas teriam sido assaltadas durante suas caçadas e, somado a isso, o fato dos pais serem muito ocupados para levarem seus filhos pela cidade, a ideia do 'safári' parece bem atraente.

Anúncios de 'safaris' (Reprodução/Facebook)O serviço na cidade tem de todos os tipos e para todos os bolsos. Por R$ 30 por criança, sendo necessária uma lotação mínima, um guia conduz os jogadores pela cidade, em locais onde há mais concentração de pontos interativos, como praças e parques. Na viagem, que dura cerca de duas horas, há várias paradas. Por segurança, as crianças não descem do veículo.

"Eu já estava com a ideia quando o jogo foi lançado, já que tenho uma empresa de transporte. Eu achei uma boa ideia, porque existe a questão da segurança e também da indisponibilidade de tempo dos pais. Então, por que não transportar as crianças dentro de um veículo com segurança, tomadas para os carregadores e wi-fi? É melhor do que eles ficarem andando na rua sozinhos", considera Rider Soares, 31, que é formado em turismo e atua no segmento com a TopVans.

Segundo ele, a postagem do anúncio, por volta do meio dia desta sexta-feira (5) gerou tantas mensagens que o celular descarregou. "Também estamos vendo a possibilidade de aumentar a viagem para que a criança volte da caçada após um lanche, mas isso ainda está sendo visto", declarou.

Mototáxi Go

Já o estudante Henrique de Almeida, de 25 anos, propõe em seu 'safári' uma viagem de moto, com todos os itens de segurança, que dura cerca de uma hora. Evitando engarrafamentos, a dupla irá passar por locais da cidade com maior número de pontos de interação e evitará locais considerados perigosos.

Henrique garante segurança e agilidade nas caçadas (Arquivo pessoal)

"Segurança é tudo e eu posso oferecer isso. Antes do jogo ser lançado, eu já tinha me planejado para lançar esse serviço. Eu tinha visto em Nova Iorque um cara que teve ideia de fazer as caçadas de carro. Eu quis fazer aqui, de moto, que é mais em conta, já que tem também muita meninada que não o pai não tem como levar", comenta.

Como também é jogador, Henrique conta com o próprio expertise para se destacar e garante que já conhece os locais bacanas da cidade. "Os lugares que vi que têm mais pokéstops e probabilidade de aparecerem pokémon são as universidades e arredores, o Parques das Nações Indígenas, as praça Ari Coelho e do Rádio, além da Avenida Afonso Pena e ao redor do shopping Campo Grande", revela.

A rentabilidade de Pokémon não para por aí: nos Estados Unidos, bares, cafés, restaurantes e locais afins já recorrem às 'iscas' (lure), itens do jogo que atraem Pokémon aos locais, fazendo com que jogadores possam consumir nos estabelecimentos e capturar pokémon sem necessidade de deslocamento.

Em Campo Grande, vários bares estão eleitos para explorar melhor a interatividade com jogadores, já que muitos deles são pokéstops, a exemplo do Mercearia e Valfarre. Além disso, ainda não vimos ninguém faturar com cursos de como jogar pokémon. Quem aí se habilita?

Serviço – Para entrar em contato com a TopVans: (67) 99635-8824. Com o Mototáxi Go fale pelo perfil no Facebook.

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