Dona Eva Rabello completou 101 anos neste último fim de semana. Nascida no dia 15 de março de 1924, em Bela Vista, a 308 km de Campo Grande, diz que o segredo da longevidade é porque nunca casou e ‘toma uma cervejinha na hora do almoço’. No entanto, surpreende a todos pela boa saúde, já que não tem nenhuma doença ou restrição alimentar e, segundo a família, a “baixinha come duas pratadas” diariamente.
A pequena Eva, de 1,60 metro, mas, gigante na sabedoria, escolheu morar com uma prima há alguns anos e segue compartilhando amor, causos e alegria com toda família. “Ela é minha tia avó, prima da minha avó, Therezinha Monteiro, de 88 anos, e mora com ela. Não tem filhos e nem marido. Sou eu que cuido dela. É uma pessoa com muita história de vida e todos a amam. É super lúcida, faz de tudo”, contou ao Midiamax a empresária Whylie Thereza Monteiro Gardim, de 37 anos.

Conforme a sobrinha, dona Eva passou a morar com dona Therezinha desde 2018, após a aposentadoria. “Ela já passava umas temporadas aqui. E o que nos impressiona e deixa muito felizes é que não tem nenhuma doença e nenhuma restrição alimentar. A baixinha come duas pratadas. Ela tinha nove irmãos. Hoje só resta ela”, disse.
Amante de festas, viagens, dança, música e uma cervejinha ou vinho, diminuiu o ritmo, mas, de vez em quando “toma uma”. “Sempre que podem, colocam rodinhas nos pés e vão conhecer o que podem. Aos 80 anos, para se ter uma ideia, ela fez uma trilha. Aos 90 anos, continuava gostando de festas, sempre foi assim”, argumentou.

De acordo com Whylie, que cuida “das questões de saúde aos passeios”, dona Eva ficou muito feliz com a festinha dos 101 anos, ocorrida no último sábado (15). Na ocasião, os familiares leram uma cartinha logo após a cantoria do parabéns, de um sobrinho que, atualmente, mora em Paris.
“Bença tia Eva. Todo o privilégio é nosso, tê-la em nossa família. Um prazer poder dividir, em família, a sua presença. Mas não é por usa idade que festejamos, mas, pelo que isso representa para cada um de nós, pelo que a senhora representa para todos nós, que aprendemos a amá-la, como a senhora é. Qualquer palavra que não venha do coração, que não fale de amor e alegria, não representará com justeza todo este momento de triunfo. Tia, é triste, mas, eu tenho que dizer também que aprendemos coisas ruins com a senhora. Aquilo que não se deve fazer na juventude, quando ouvimos suas histórias e estripulias, lá na juventude de Bela Vista, não é?! Mas tudo se compensa, pois, tem muita coisa boa e alegre e aprendemos muito com os seus erros de vida. E agora, símbolo de resistência, de resiliência, de força e tranquilidade, sempre com humor e alegria com tempero nas conversas de família. Gratidão sempre, gratidão por tirar a gente do nosso egoísmo, da nossa zona de conforto, quando a gente reclama da nossa vida. Obrigado por dividir a sua vida conosco, na alegria, na tristeza, estaremos sempre com a senhora. Te amamos. Basta ver hoje as pessoas e amigos, presentes ou não, mas, que enfim, carrega a senhora no coração. Tenha este dia merecedor, orgulho para todos nós. Beijo do sobrinho mais lindo de Paris. Fica com Deus...”
Após palmas, dona Eva ainda brincou que estava emocionada e que tinha desmanchado os cachos (que ela nem tem). Seu único sonho, ainda a ser realizado, é assistir a uma partida do Corinthians no estádio. Que prazer escrever sobre a dona Eva, dona do humor e da sabedoria. Parabéns sempre!
