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Com volta do X, usuários sul-mato-grossenses contam como estavam ‘se virando’ sem a rede social

Internautas de Mato Grosso do Sul comemoraram a volta da rede social, mas se viraram bem durante período de suspensão
Monique Faria -
Rede social X, antigo Twitter (Foto: Reprodução)

Após mais de um mês suspenso, o X (antigo Twitter) voltou a operar no , nesta quarta-feira (9). Com isso, internautas sul-mato-grossenses, que costumavam usar com frequência a rede social, ficaram eufóricos com a notícia e contaram como estavam se virando nesse tempo para suprir a falta da plataforma.

O estudante Helder Carvalho, 27 anos, é um dos milhões de brasileiros que usavam religiosamente o X. Desde 2009, a rede social servia como um diário e forma de desabafo. Portanto, a notícia de que a plataforma foi derrubada fez com que ele buscasse outras alternativas.

“Eu uso o X (falecido Twitter) desde 2009, e diariamente. Utilizei como diário por muitos anos, e de uns tempos para cá, com a correria do dia a dia, usava para me distrair, reclamar e depositar meus pensamentos tristes. Quando apareceu o Bluesky, a alternativa do Twitter, não pensei duas vezes em criar uma conta”, comentou.

Contudo, logo quando começou a usar a outra rede social, sentiu que não transmitia a mesma sensação. “Eu acabei não usando como usava o X. Não era a mesma coisa. Teve um dia que ele [X] voltou, do nada, pela manhã. Então, comemorei. Mas, depois caiu, e fiquei triste de novo”, contou.

A falta da rede social foi tanta que até mesmo uma amiga de Helder resolveu criar um grupo no que tivesse a mesma função do X. Assim, os integrantes do grupo podiam mandar ‘tweets’. Helder chegou a usar duas vezes a invenção da amiga.

Grupo serviu como um ‘Twitter do WhatsApp’

A designer e jornalista, Alexandra Cavalcanti, 21 anos, foi a responsável pela criação do grupo. Tudo começou um dia após a suspensão da rede social no Brasil. Notando que os seus amigos estavam sentindo falta de ‘tweetar’ na plataforma, Alexandra decidiu fazer um grupo no WhatsApp, nomeado de ‘Twitter’, e adicionar amigos de vários círculos sociais.

“Às vezes, em grupos separados de amigos, eles faziam tweets (entre aspas). Eles falavam ‘gente, eu não posso tweetar, então eu vou tweetar aqui no grupo’. Então, eu criei um grupo com todos os meus amigos porque todo mundo tem alguma coisa pra desabafar ali no dia ou quer reclamar de alguma coisa”, conta.

A invenção serviu como uma alternativa, pelo tempo que a rede social permaneceu bloqueada. As regras eram as mesmas da rede social. Além disso, todos os recursos eram simulados, como reagir às publicações e, até mesmo, ‘retweetar’.

“A gente colocava no começo o nosso user do Twitter, o que a gente queria falar, o tweet em si, e depois a data e o horário. Isso simulava um Twitter ali mesmo, no WhatsApp. Quando alguém queria curtir, era só reagir à mensagem com like. Quando alguém queria retweetar, era só reagir à mensagem com aquele emoji de retweet”, explica.

Alexandra, contudo, não achou que usaria por tanto tempo a sua invenção, já que imaginava que a suspenção do X se resolveria rapidamente. Assim, quando a notícia de que a rede social seria desbloqueada no Brasil, logo removeu todos os contatos do grupo, pois agora poderiam “tweetar de verdade”.

A jornalista comemorou a da plataforma. “Fazia muita falta no dia a dia, tanto para ver , quanto para ver o pessoal comentando esportes”, comentou.

Grupo do WhatsApp foi usado como um ‘Twitter temporário’. (Arquivo Pessoal)

Retorno de usuários para plataforma deve ser gradual

O retorno do X, contudo, acontece de forma gradual, segundo usuários. Helder foi um dos que conseguiu usar a rede social logo que foi liberada, contudo apenas pelo wi-fi. Na rede móvel, o X ainda não pode ser acessado.

Além disso, depois de tanto tempo sem a plataforma, a expectativa é de que os usuários voltem a utilizá-la aos poucos. Isso, contudo, é algo comum na rede social, que já passou por situações parecidas.

“Eu vi muitas pessoas comentarem nas redes secundárias, que surgiram depois que ele caiu, que iam parar de usar o X. Mas, eu acho muito difícil abandonarem. Acredito que volte gradualmente, não vai ser o mesmo alcance de antes, mas vão voltar a usar. Quando ainda era Twitter, já passou por várias eras, quedas e términos”, afirma Helder.

O jornalista, Guilherme Brasil, 29 anos, é um dos usuários que perdeu um pouco da empolgação com a rede social. Antes da suspensão, usava diariamente para consumir notícias. Quando houve o bloqueio, também migrou para o BlueSky.

Assim, quando soube do retorno do X, não ficou muito animado com a notícia. “Não sei se vou voltar a usar. O BlueSky substitui bem e não tem tanta propaganda poluindo a tela”, explicou.

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