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MidiaMAIS

VÍDEO: Paxixi e morros ao redor escondem história milenar, cachoeira e ‘mina rejuvenescedora’

Local possui dezenas de mirantes e uma das mais belas vistas de Mato Grosso do Sul. MidiaMAIS foi ao local e traz detalhes da trilha
Graziela Rezende -
Trilha dá acesso a vistas panorâmicas da planície do Pantanal. Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax

Sete da matina é bom já estar de pé. Roupa confortável, um bom calçado e repelente. Muito repelente, aliás. Se você não é “das trilhas”, vai sentir muito mais as picadinhas e o mormaço constante. Água, muita água também. O que parece dica é lei para quem quer se tornar um trilheiro em Mato Grosso do Sul. Ao chegar no topo, no entanto, ninguém nem se lembra dos perrengues, já que está diante de uma das mais belas vistas em termos de beleza natural.

Morro Azul, Morro do Chapéu, Morro do Paxixi, sendo este último inclusive comparado à Chapada Diamantina e à Chapada dos Veadeiros, destinos já consagrados no Brasil. São estas algumas das vistas em Aquidauana, região oeste do Estado e início da Planície do Pantanal sob os mais diversos ângulos. É esta aventura que levou a equipe do MidiaMAIS a percorrer cerca de 150 km, saindo de Campo Grande, com destino a muita aventura.

Pousada tem vista incrível de morros e constelações

Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax
Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax

A Pousada da Serra, que no período noturno já possui uma vista incrível dos morros e constelações, foi o lugar escolhido para pernoite. Durante a manhã, a partir das 6h, o café da manhã já está servido. Logo mais, o guia já chega, se apresenta e começamos um alongamento. Músicas atuais? Não meu bem. Esticando bracinho e perninha ao som de flash back. Mas, neste momento, o guia turístico Robson de Carvalho estava só começando a se revelar. No alto, iria ter muita aula de história, dancinhas e risadas.

Primeira caverna visitada na trilha. Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax

No início da trilha, oração. Independente de religião, o pedido era para nada grave acontecer e nem a gente se deparar com uma onça, por exemplo.

No máximo, as pegadas (embora muitas pessoas quisessem ter essa experiência). Sessenta, cem metros, a primeira parada.

“Mar de Xaraés, laguna, lago. São os antigos nomes que usavam para se referir ao Pantanal. E tudo isso faz parte da formação desta rocha, de arenito, que vieram há milhões de anos. Estes buracos são chamados de marmitas, daí tem os maiores e os menores. É a rocha predominante aqui, o arenito”, afirmou o guia.

Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax
Guia e turismólogo falam das pinturas rupestres. Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax
Guia e turismólogo falam das pinturas rupestres. Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax

A primeira gruta a ser visitada é a caverna dos fugitivos. “Em época de guerra, quem ficava doente se refugiava neste local. Ou então ficava aqui, do alto, observando o inimigo”, comentou Carvalho.

O proprietário da pousada e turismólogo, Humberto Torres, complementa: “Temos resquício de pinturas rupestres, há mais de 5 mil anos. É algo que não tem como ver a olho nu e foi detectado por especialistas. Temos visitas constantes de pesquisadores e professores universitários por aqui”, argumentou.

A caverna da onças, cheia de água e vários morcegos (Foto Marcos Ermínio/Jornal Midiamax)

Ainda falando sobre mar e a vegetação, o guia mostra a típica sul-mato-grossense e aí aponta para o mandacaru. “É um cacto que não é típico da região, somente em regiões de mar. Aqui você vê um mandacaru que já levou machadadas, com cicatrizes, mesmo assim não se abalou e se mantém de pé. Na vida é assim também. A meta deve ser sempre subir, não importa as circunstâncias. Devemos nos manter firme”, ressaltou o guia, em um “momento motivacional”.

A próxima contemplação foi o Morro Azul, ícone na aviação, por ser o mais alto da região. Neste momento, após cerca de 1 km de subida, o cansaço já começava a bater. Pequena pausa, caminhada segue. Duas cavernas, uma delas nomeada de “A caverna das onças”, onde elas se refugiam. No entanto, cheias de água, o que encontramos foi somente morcegos. Vários, dezenas.

Cachoeira com banho rejuvenescedor

Eurípedes Pereira, conhecido como Tuca, aproveita a pequena cachoeira. (Foto Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

O guia então explica que sobre a busca dos felinos por outro local, naquele momento de “cheia” de água. Chegamos então na cachoeira. Tempo ainda abafado, 1h30 de caminhada, que presente! “Uma delícia esta cachoeira. Já estamos a uma hora e meia de caminhada, a 2,5 km da pousada, subindo a serra, então, é um banho rejuvenescedor. Estou gostando de tudo”, afirmou o capitão aposentado, Eurípedes Pereira, de 59 anos, conhecido como Tuca.

Neste momento, uma confissão: a repórter que vos fala levou um tombo, daqueles grandes. Uma pisada em e tombo bonito. A câmera voltada para outro ângulo. Não pegou. Graças a Deus, senão era porque não iriam perdoar. Foco novamente, entrevista feita e bora continuar a caminhada.

(Foto Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

No Mirante do Sol, o guia solta um grito e mostra o eco do local. Mais uma vista panorâmica e agora é só descida. Dever cumprido e para tudo: a funcionária da pousada nos espera na fim da trilha, com um balde contendo água gelada, energético e cerveja. É só escolher e se deliciar.

Proprietária da queijaria apresenta os produtos (Foto Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

Pausa rápida para o almoço e bora mais trilha. Agora é o Paxixi. Este, parte é feita de carro e parte a pé. No caminho, fizemos uma parada na queijaria Bote Certo. Foi o momento de flagrar uma vaca que tinha acabado de parir, algo inédito para toda equipe do MidiaMAIS.

Os proprietários do local, que trabalham em família, falaram do laticínio, dos queijos produzidos ali e inclusive do gado Jersey. Em momento de ampliação, conhecemos o sabor inigualável dos produtos e seguimos rumo ao Paxixi. No caminho, bois “passeando” e muito balanço no caso de quem escolheu ir na carroceria.

Já a pé, seguimos para um balanço de cenário “instagramável” e pausa para fotos. A paciência do guia neste momento é admirável. Faz quantos cliques forem necessários, afinal, a pressa de chegar no topo é nossa. Seguimos então para o local que ficou conhecido com o Morro do Zé Leôncio, exibido já no primeiro capítulo do remake da novela Pantanal.

Clodoaldo um dos guias do Morro do Paxixi em frente ao balanço. (Foto Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

“Eu que acompanhei a equipe no dia das gravações. Eles ficaram aqui no morro das 7h às 16h. Usaram e tinha seguranças já na entrada, pois, ninguém podia visitar neste dia. E o local já era bem visitado, mas, depois da novela o fluxo aumentou bastante, a nível nacional inclusive e até internacional. Eu mesmo recebi gente de outros estados, como: , Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e até franceses e ingleses”, finalizou o guia Clodoaldo Teixeira.

Fim de tarde. Muita aventura e história para contar na bagagem. Quem acorda cedo e gosta de desbravar Mato Grosso do Sul, sabe que as trilhas são indispensáveis. Confira aqui como foi a viagem:

Leia também:

Vai fazer trilha? Confira recomendações para curtir seu passeio em segurança

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