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Cabeleireira se ‘reapaixona’ pelo ex ao ver cuidados dele com a mãe e celebra casamento na virada de 2022

Casal se conhece há 14 anos, possui uma filha de 10 anos e disse que reconectou ainda mais neste período de pandemia

Graziela Rezende Publicado em 02/01/2022, às 15h52

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Redes Sociais/Reprodução

Uma palavra muito falada por especialistas e difundida entre casais, principalmente em crise, é a necessidade deles se ‘reapaixonarem’, em um esforço diário e com pequenos gestos para o relacionamento dar certo. Mas, e quando estas pessoas nem estão mais juntas? E quando a relação acaba e eles se tratam apenas como o pai do meu filho, ou a mãe da minha filha, por exemplo? É nestas horas que o destino pode ser implacável e reconectar antigos amores, fazendo inclusive o casamento ocorrer bem na virada do ano. 

É o que aconteceu recentemente em Campo Grande, mais especificamente no salão de festas de um condomínio no Parque dos Poderes, com dupla comemoração no réveillon: celebrar a chegada de 2022 e o amor da cabeleireira e professora de pole dance, Patrícia Bogalho Nogueira Jafar, de 37 anos, e o investidor Wagner Amorim Jafar, de 42 anos, em uma cerimônia para apenas 30 pessoas e feita por um compadre do casal. 

“Eu e o Wagner começamos a namorar em 2008. Nós passamos nove anos juntos. Tivemos uma filha, moramos juntos, só que o sonho de casar nunca acontecia. E aí nós passamos um tempo separados, porém, nunca perdemos o carinho, a amizade e o respeito um pelo outro. Neste tempo separado, eu me converti, me tornei evangélica e o valor da aliança, da família, veio ainda mais forte em mim”, comentou ao Midiamax. 

Filha do casal é quem levou as alianças e compadre realizou a cerimônia na virada do ano. Crédito: Redes Sociais/Reprodução

Sozinha, Patrícia disse que se dedicou ao trabalho e também na criação da filha. “Eu ia bastante na igreja, fui deixando Deus trabalhar em mim e nos planos que ele tinha para a minha vida também. Fui me tornando o que sou hoje, uma boa esposa”, disse. 

Sogra fez pedido surpreendente

Noiva pensou em todos os detalhes, desde buquê a biojóias.
Crédito: Jurema Ramos

No entanto, ela soube que a sogra teve Covid e ficou muito mal no hospital e foi aí o momento em que passou a ver o ex com mais frequência. “Ela conseguiu sobreviver à doença, isso em meados de agosto. Foi aí que ela voltou para casa e, para minha surpresa, disse que queria a comida predileta dela: o meu arroz carreteiro. Fui lá fazer e também fui cuidar do cabelo dela, momento em que vi a dedicação do Wagner com a mãe dele”, relembrou. 

Em setembro, o antigo casal foi se “reaproximando” cada vez mais e decidiu ficar junto, realizando o casamento no final do ano. “A decisão do casamento veio com tudo e aí nós pensamos que o momento da família toda junta seria em dezembro, bem na virada do ano mesmo, já que a irmã dele, que mora na Espanha, estaria aqui no Brasil. Da mesma forma, eu também ia conseguir reunir a minha família e alguns amigos, em uma cerimônia intimista”, contou. 

Amigos e família confirmaram presença

Com a confirmação dos convidados, Patrícia diz que teve bastante ajuda para organizar o casamento. “Infelizmente a minha sogra faleceu neste meio tempo, mas, tenho certeza que a vontade dela em ter a gente junto foi feita. Mesmo em meio ao luto, nós decidimos celebrar esta relação. Foi algo simples, mas, realizei o meu sonho de ser noiva”, comemorou. 

No dia 31 de dezembro deste ano, a cabeleireira disse que trabalhou até às 16h e, em seguida, teve direito ao dia de noiva, realizado pelos amigos. “Terminou a minha agenda no estúdio e aí foi a minha vez. Uma amiga especial também cantou no meu casamento, outros ajudaram de outra forma e minha mãe também realizou a decoração. Ficou tudo lindo. Sinto que Deus me surpreendeu o tempo todo”, avaliou. 

Momentos do casamento foram emocionantes, diz noiva. Crédito: Montagem/Jornal Midiamax

Além do vestido branco, típico tanto para o casamento como neste período festivo, Patrícia fala que pensou em detalhes, como o buquê feito por uma profissional que ela admira muito e biojoias de capim dourado, as quais ela adquiriu com quilombolas quando fez uma viagem a Tocantins.  

“Cada detalhe ficou perfeito e a confraternização foi muito agradável. Na hora da virada, dos fogos, a gente tinha muitos motivos para comemorar. Nossa filha entrou com as alianças, meu irmão autista me levou ao altar e selamos o nosso amor de uma forma muito bonita. Deus restaurou a nossa família. Hoje estamos mais maduros e acredito que fomos moldados para viver este momento. 

Ao falar da Patrícia, o marido é só elogios. “A Paty é e sempre foi uma mulher e mãe maravilhosa. É claro que eu iria me casar com ela”, finalizou.

Família e amigos em cerimônia intimista no dia 31 de dezembro de 2021. Crédito: Redes Sociais/Reprodução

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