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No Dia Internacional do Aperto de Mão, confira alternativas para o cumprimento vilão na pandemia

Soquinho, cutuvelo ou tchauzinho, são diversas as alternativas para manter a segurança e o respeito durante a pandemia

Gabriel Neves Publicado em 21/06/2021, às 08h34 - Atualizado às 08h36

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(Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

Nesta segunda-feira (21) é comemorado o Dia Internacional do Aperto de Mão, sim, não se trata de uma brincadeira, um dos cumprimentos mais difundidos no mundo – não, nós não estamos falando do Hang Loose - possui um dia só para ele.

Para muitos, o aperto de mão de se trata de um gesto simples, cordial e inofensivo, a própria especialista norte-americana Barbara Pachter, em seu livro ‘The essentials of business etiquette’, explica que o gesto é uma das principais regras de etiqueta no momento do cumprimento.

Regra de etiqueta ou não, a verdade é que o aperto de mão deixou de ser um cumprimento cordial para se tornar quase um desrespeito com o próximo, aliás, a humanidade passa por uma pandemia onde a mão pode ser um grande transmissor da covid-19.

Segundo a infectologista Lina Paola, da BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo), em entrevista a COEP (Rede Nacional de Mobilização Social) o aperto de mãos é um dos jeitos mais propícios para a disseminação da covid-19, o ‘soquinho’ pode ser uma alternativa, mas ainda sim, existem os riscos.

“O risco é menor porque você diminui a superfície de contato [entre as mãos]. Mas ele ainda existe. A mão é extremamente contaminada e cheia de bactérias, porque sempre estamos manipulando coisas”, explicou.

“[Usar] o cotovelo seria a forma mais segura, porque é a mesma coisa que comparar a superfície de um prego com a palma da mão. Mas o ideal é fazer um cumprimento que não exige contato”, complementou a infectologista.

Francisco Caetano da Silva, 62 anos, é uma das pessoas que fazia de questão de apertar a mão ou abraçar outras pessoas, seja no momento de cumprimentar ou de se despedir, o famoso “político da família”, como muito chamam.

“No começo era difícil lembrar de não apertar as mãos, mas hoje (após mais de um ano vivendo na pandemia) a maioria das pessoas, quando você chega em um determinado lugar, elas se afastam, acho que já faz parte da rotina”, comentou Francisco.

Questionado se, para ele, o cumprimento a distância já se tornou um costume, Francisco afirma que não e comenta que não dar um aperto de mão é como um cumprimento “frio”, mas ainda sim, entende que o distanciamento é uma medida de biossegurança e por conta disso coloca a saúde e respeito por ela em primeiro lugar.

“Eu torço todos os dias para que essa pandemia vá embora e que voltemos a vida normalidade estarmos abraçando e cumprimentando nossos amigos”, finalizou.

Alternativas

Os médicos alertam que as mãos oferecem muitos perigos porque “capturam” as bactérias e vírus presentes em objetos manipulados. “O habitual soquinho que substituiu o aperto de mão apresenta risco menor. Mas o ideal é que, quando as pessoas se encontrarem, usem o cotovelo para cumprimentar ou apenas um aceno. Ainda precisamos ter paciência e manter os cuidados para evitar a infecção pela Covid-19”, alerta o cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Gustavo Lenci.

O assunto foi tão discutido ainda no início da pandemia, que até mesmo a diretora de pandemias da OMS (Organização Mundial da Saúde), Sylvie Briand, reforçou uma série de cumprimentos como alternativas ao aperto de mão.

Entre elas estão os toques de cotovelos e o gesto de se curvar juntando as palmas das mãos — também conhecida como a saudação “wai” tailandesa. Bom, podemos combinar que um simples “oi, tudo bem?” a distância já está de bom tamanho e não leva risco a ninguém.

Jornal Midiamax