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'Campão Cultural' começa com exposição imersiva e sensorial nesta segunda

O Festival Campão Cultural começou nesta segunda-feira (22) e segue até o dia 5 de dezembro, em Campo Grande

Nathália Rabelo Publicado em 22/11/2021, às 14h52

Exposição é aberta ao público na Capital
Exposição é aberta ao público na Capital - (Foto: Daniel Reino)

O “Campão Cultural Arte, Diversidade e Cidadania”, primeiro festival de Campo Grande neste segmento, começou a programação na manhã desta segunda-feira (22) com exposição artística e imersiva “Diversos”, aberta ao público no Centro Cultural José Octávio Guizzo. Ao todo, 12 artistas — sendo 10 de MS e dois convidados — criaram uma exposição coletiva em que priorizam experiências multissensoriais numa galeria fechada, com obras projetadas nas paredes.

De acordo com a curadora de Artes Visuais do Campão Cultural, Marilena Grolli, o tema da mostra é a diversidade e o respeito às diferenças. “Esta exposição vai possibilitar um novo olhar para as artes tecnológicas, a novas formas de expor. Nós saímos do formato tradicional das telas, pela primeira vez no Estado”, contou.

De acordo com a organização do evento, a exposição “Diversos” fica em cartaz para visitação no Centro Cultural durante todo o Festival Campão Cultural, até o dia 5 de dezembro de 2021, sempre das 9 às 22 horas. A entrada com máscara é obrigatória.

As visões dos artistas

Márcia Albuquerque é uma das artistas participantes. Ela é responsável pela obra “Todes”, cujo objetivo é trazer a reflexão sobre a violência e assassinatos que a população LGBTQIA+ vem sofrendo no mundo todo.

“Nós temos um número crescente de assassinato de pessoas gays e trans no nosso mundo de hoje. Então a minha obra traz colagens de notícias sobre o assunto publicadas no país e no mundo, com a pintura que são pinceladas carregadas e cores fortes para ficar ainda mais viva e chamar para a compreensão, porque o preconceito sempre vem pela falta de conhecimento”, comentou.

Márcia Albuquerque expõe no Campão Cultural (Foto: Daniel Reino)

Já Jeanne Karla apresenta “Quantos átimos tem a infância”, que consiste na fotografia de um menino jogando um balde de água. “O objetivo é refletirmos sobre a infância, que nós precisamos prezar pela infância, pois na vida adulta nosso cotidiano é muito acelerado e não temos tempo para prestar atenção neste período da nossa vida, que só acontece uma vez”, afirma.

Jeanne Karla expõe no Campão Cultural (Foto: Daniel Reino)

Quem for à exposição do Campão Cultural, também vai encontrar o trabalho de Júlio Cabral com uma pintura retratando o nativo vendendo guavira numa calçada.

A inspiração para sua obra veio da própria infância: “Eu nasci e cresci catando guavira na cidade. Todo ano o momento mais interessante era o final do ano que é quando as guaviras amadurecem. Hoje a guavira é vendida pelos nativos numas latas de um litro nas calçadas. Na minha obra, esse nativo retratado é um pouco da história daqui, desse caldo cultural que é Campo Grande”.

 Júlio Cabral expõe no Campão Cultural (Foto: Daniel Reino)

Serviços

Interessados vão poder visitar a exposição “Diversos” até o dia 5 de dezembro de 2021, sempre das 9h às 22h. Com entrada gratuita, é obrigatório o uso de máscara no local.

O espaço Centro Cultural José Octávio Guizzo fica na Rua 26 de Agosto, nº 453, Centro. Confira a programação completa do Festival clicando aqui.

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