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Cria do Tiradentes, grupo de samba Humildemente tenta ser reconhecido no Brasil

Criados no Tiradentes, em Campo Grande, os 4 amigos de infância juntaram os sonhos em uma mesma bagagem e toparam desbravar a vida noturna na Capital. Os sambistas, assim como a maioria da classe artística do Estado, passam por dificuldades na pandemia e se desdobram para continuar com o projeto. Humildemente nasceu há 3 anos […]

Bruna Vasconcelos Publicado em 10/12/2020, às 07h21 - Atualizado às 07h28

Garotos do Humildemente são amigos de infância (Foto: Arquivo Pessoal)
Garotos do Humildemente são amigos de infância (Foto: Arquivo Pessoal) - Garotos do Humildemente são amigos de infância (Foto: Arquivo Pessoal)

Criados no Tiradentes, em Campo Grande, os 4 amigos de infância juntaram os sonhos em uma mesma bagagem e toparam desbravar a vida noturna na Capital. Os sambistas, assim como a maioria da classe artística do Estado, passam por dificuldades na pandemia e se desdobram para continuar com o projeto. Humildemente nasceu há 3 anos com Renan Milk na percussão, Luan José no reco, Dieimison Lucas no cavaquinho, Romário de Souza no pandeiro e uma integrante interna, chamada Nádia Santos.

Com inspirações em nomes como Almir Guineto, Fundo do Quintal , Arlindo Cruz, Sombrinha, Zeca Pagodinho e Beth Carvalho os rapazes do Humildemente já se apresentaram nos maiores bares de Campo Grande. O amor pelo samba, e pelo grupo Revelação, projetou também músicas autorais, que o grupo ainda não teve oportunidade de gravar.

Romário explica que o maior sonho é poder apresentar as composições para o Estado e os 4 cantos do país. Os integrantes idealizaram um projeto, batizado de “Reencontro de Sambistas”, voltado para, segundo Romário, a cultura brasileira.

“Aqueles sambas imortalizados, onde outros amigos da música podem estar presentes e dividir conhecimento conosco”, explica.

Por conta da pandemia do coronavírus, o projeto precisou ser pausado. Mas, apesar do distanciamento social imposto pela doença, os rapazes continuam trabalhando para voltarem com força total aos palcos. O grupo tenta continuar criando, mas sem aglomeração.

“Por enquanto seguimos em barzinhos, todos eles respeitando os decretos municipais e sempre respeitando o distanciamento. Trabalhamos em forma acústica e também com banda completa, mas por conta da pandemia, não estamos com todos os músicos.”

As reuniões com os integrantes continuaram todas as terças-feiras, respeitando o distanciamento. Os músicos aproveitam a oportunidade para trocar informações, traçar nosso objetivos e compor. Nádia também relata a importância do samba na vida dos rapazes.

“O grupo tem varias composições, nesse período de pandemia registramos 4 de nossas composições. Eles têm uma ligação muito forte musicalmente, onde os frutos são varias composições que falam sobre amor, sobre amizade e acontecimentos reais de vida. Ainda não gravamos nenhuma das composições, mas todas estão guardadas para quando surgir a oportunidade!”

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