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Com base na economia criativa, loja aluga roupas para além do óbvio

Peças exclusivas variam de R$ 40 a R$ 260

Guilherme Cavalcante Publicado em 09/09/2016, às 12h03

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Peças exclusivas variam de R$ 40 a R$ 260

Dizem que o futuro do planeta será baseado nos vários modelos de economia criativa a que assistimos engatinhar por aí, com base em economia sustentável e colaborativa. Bem, no que depender das meninas da Casual, uma loja de aluguel de roupas no bairro Chácara Cachoeira, o futuro já chegou: a loja dispõe de aluguel de roupas para eventos especiais, que fogem do óbvio – nada de vestidos longos de noite com pedrarias ou outras extravagâncias, que de tão marcantes só serão usados uma vez. Na loja, além de uma arara de aluguel de roupas de inverno, trabalha-se com o 'Casual Chic' e com roupas de marca.

Mas, o que isso teria de inovador? Vamos lá: imagine só que você tem uma festa de casamento diurno, um evento de formatura ou até mesmo uma festa badalada. Você vai a uma loja do shopping e o vestido que caiu super bem em você não sai por menos de R$ 700 – uma roupa que você vai usar pouquíssimas vezes. A proposta da loja, portanto, é a economia sustentável. Em vez de gastar com uma roupa nova, fica a possibilidade de encontrar um dos modelos exclusivos (a maior parte das peças assinadas por estilistas, com corte cirúrgicos e caimento perfeitos) saem com preço bem mais em conta. O resultado é o look único, super na moda, longe do visual engessado dos longos vestidos de casamento e de formatura, econômico, além, claro, de um armário de roupas menos entulhado.

As mentes por trás da Casual, a primeira loja de roupas baseada em economia colaborativa da cidade – quiça do Brasil – são Renata Milani, 23, e Francielly Tamiozo, 24. Amigas de infância, ambas se reencontraram num curso técnico de corte e costura na cidade e compartilharam a dificuldade de encontrar roupas adequadas para determinados eventos sem a necessidade de comprar uma roupa nova, que seria usada pouquíssimas vezes. Foi assim que surgiua a ideia da loja, que não só aluga peças de roupas exclusivas, como também recebe aquela sua peça incrível que está no fundo do guarda-roupa.

"Eu tinha um casamento pra ir e não encontrava vestido. A Fran passou pela mesma coisa numa formatura. Foi aí que a gente teve essa ideia. No começo foi sofrido, a gente achava que não ia decolar, mas estamos nas redes sociais, apresentamos bem o produto e agora já temos clientela", explica Renata.

Criada em abril, a loja funciona, por enquanto, num cômodo da residência de uma delas, no bairro Chácara Cachoeira. "Mas pelo andar das coisas a gente vai se mudar pra um espaço bacana. Com um ano de loja, queremos atingir este patamar. Fizemos um plano de negócios que está indo pra frente, vai dar certo", afirma.

De R$ 40 a R$ 260

Com base na economia criativa, loja aluga roupas para além do óbvio

Além do aluguel de roupas para eventos, a loja também trabalha com o aluguel de peças de inverno. Por R$ 40 reais, a peça é 'sua' por uma semana – tempo que você vai fazer aquela esticada até Buenos Aires e precisa de looks de frio interessantes para além das roupas aquecidas que você usa no dia a dia. Os R$ 40, no caso, às vezes não chegam nem a 20% de quanto uma peça nova pode custar, diga-se de passagem.

Na arara 'Casual Chic', encontram-se as roupas bacanas, a maioria vestidos, que podem ser usados em eventos diurnos. Cada roupa vem com uma foto de uma modelo trajando a peça, para a cliente ter ideia de como ela fica no corpo e de caimento. Mas o destaque está na arara de marcas. Um belíssimo vestido Alfreda de R$ 5000 sai por apenas R$ 250 e fica com a cliente por alguns dias – geralmente da sexta à terça-feira, já que a loja não abre às segundas.

De cliente à fornecedora

Mostruário de peças das araras (Guilherme Cavalcante/Midiamax)

O mais bacana do negócio é que as clientes também podem entrar na jogada. Roupas boas que não servem mais ou que foram usadas pouquíssimas vezes podem ir para nas araras da Casual. A cliente recebe 30% do valor do aluguel, que podem ser convertidos em crédito de 50% em locação de outras peças. Cada peça é alugada num máximo de dez vezes, até retornar para a dona. "Assim a gente consegue garantir que a peça volte para a casa delas em excelente estado, e também promove uma rotatividade das roupas da loja", explica Renata. "Às vezes você usou uma peça uma vez, mas ela marcou tanto que você não usa uma segunda vez. Daí fica ocupando espaço no guarda-roupa. Nossa loja evita isso", acrescenta.

As meninas tem uma parceria com uma lavanderia, para garantir a qualidade das peças, e também trabalham com aluguel de acessórios – desde bijuterias a bolsas de festa, lenços e muito mais. "Está sendo uma experiência bem interessante. Nós fazemos ensaios com as peças e temos atuado bastante nas redes sociais, para que as clientes vejam o que tem na loja. Tudo o que temos aqui está super na moda e sai muito mais barato que comprar uma peça nova. E temos todos os tamanhos, desde o P ao Extra G". E podem ter, claro, ainda mais variedade se as potenciais clientes decidirem embarcar no negócio.

Serviço – A Casual fica na Rua Neyde Maia Miranda, 283 Chacará Chachoeira. O contato é pelo (67) 99865-5439. Confira algumas peças nas redes sociais da loja (Instagram e Facebook)

Jornal Midiamax