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UR do Amor: bombeiro aproveita confraternização e pede colega em casamento

O pedido teve de ser rápido, logo após surgiu uma ocorrência

Carol Alencar Publicado em 11/08/2015, às 09h02

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O pedido teve de ser rápido, logo após surgiu uma ocorrência

Namorando há pouco mais de um mês, o casal João Paulo Ribovisk, 30 anos e Anna Carolina Rosa, 26, tem um elo a mais além do amor: o trabalho. Juntos eles formam o cabo Ribovisk e a soldado Anna – seus nomes de guerra.

Na última sexta-feira (7), Ribovisck fez uma surpresa um tanto quanto inusitada: pediu a mão de sua amada em casamento. O pedido foi realizado no horário de almoço de todos os membros da Unidade de Resgate nº 45 do Corpo de Bombeiros do 1º GB de Campo Grande. Na ocasião estavam os amigos de trabalho do casal, mas só alguns sabiam da surpresa.

Em meio a um discurso, ele começou falando da importância da amizade, o que o fez ganhar tempo para poder distrair Anna e, quando ela menos esperou, completou a frase: “…queria agradecer a todos os amigos e dizer que estou muito feliz aos que torcem por nós, e aproveitar para pedir a sua mão em casamento, Anna”.

O momento histórico no Corpo de Bombeiros de CG foi registrado com fotos e vídeos por vários colegas de trabalho que estavam presente. Quando o questionei o porquê de pedir a namorada em tão pouco tempo juntos, cabo Ribovisk disse imediatamente: “Nos conhecemos há 3 anos e meio e desde então, temos um elo de amizade muito forte, éramos amigos, confidentes e ela tinha um outro relacionamento, mas assim que ela terminou, nosso sentimento foi crescendo”, conta o noivo apaixonado.

Quando perguntei sobre o primeiro beijo, ele disse envergonhado: “foi em uma confraternização em casa, não teve jeito de ela me escapar”.

Sobre o pedido de casamento, o cabo que sempre teve certeza de seu sentimento por ela, masque nunca se viu fazendo algo do tipo, uma vez que o se considera ‘chucrão’, argumentou que não podia mais esperar, uma vez que queria tê-la para sempre.

“Aproveitei o almoço de dia dos pais da guarnição para enfim, fazer o pedido… achei legal fazer na confraternização porque foi lá que nos conhecemos e lá que estão a maioria de nossos amigos”.

A noiva

A soldado Anna disse ao MidiaMAIS que mesmo notando que tinha algo estranho no ar, não esperava um pedido de casamento assim, tão cedo. “Achei meio estranho, porque nas últimas semanas ele estava vindo muito no quartel e como faz pouco tempo que assumimos o namoro e fui pega de surpresa, não imagina que ele faria isso, mas não tenho dúvidas do que sinto por ele, fiquei muito emocionada com tudo, hoje em dia, uma atitude dessas é muito incomum”, diz a soldado.

Das coisas planejadas que não deram muito certo, a mãe da noiva aparecer de surpresa na ‘surpresa’ foi uma delas. “Minha mãe chegou no quartel dizendo que foi buscar um dinheiro comigo, achei mais estranho ainda, ela ficou lá sem dizer nada, foi engraçado”.Juntos há pouco mais de um mês, eles já eram amigos há 3 anos

UR do Amor

Após um antigo caso, de uma paixão entre um bombeiro e uma vítima que socorreu, há dois anos, o pedido de casamento na mesma guarnição denominou a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros da Avenida Costa e Silva, como a UR do Amor.

Logo após o pedido de casamento, o casal teve de atender uma ocorrência e só foram curtir, de fato, o noivado, no sábado pela manhã, quando saíram do plantão.

Já sobre o casamento, o casal de bombeiros diz que está planejando para maio do ano que vem e sobre filhos, cabo Riboviski,que já é pai de Ana Júlia, de 12 anos, pensa em pelo menos, ter uns dez filhos com a soldado Anna e brinca: ‘mas ela só quer dois’. 

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