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Quando o coraçãozinho do Tinder sai da telinha do celular e vem para a vida real

Mesmo que por zoação, nossos personagens foram surpreendidos ao baixar o app

Carol Alencar Publicado em 26/02/2015, às 18h05

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Mesmo que por zoação, nossos personagens foram surpreendidos ao baixar o app

Logo ao perguntar, quase todos os entrevistados foram depressa respondendo: “baixei o aplicativo só por curiosidade (risos)”. Se é verdade, não podemos afirmar afinco, mas que para alguns a curiosidade passou para algo realmente sério, isso nós podemos contar.

Num bate papo de barzinho, sem querer, o assunto Tinder virou o protagonista da vez. O aplicativo de relacionamento, que auxilia a busca de pessoas solteiras (ou não) a procurar pares românticos, pode sim, ter um final feliz. O termo ‘mandar um coraçãozinho’ só dá certo a partir do momento que a outra pessoa também dá um coraçãozinho. Ou seja, ‘deu um match’ – tipo de deu uma ligação entre os dois.

Voltamos ao assunto do barzinho, que faz parte da história da administradora de empresas C.B., 26 anos, que, por sua vez, resolveu entrar no app assim que surgiu o assunto na mesa. “Achei que seria uma rede social normal, não penava que era de encontro e, logo vi, que boa parte era der gozação”, diz. Até a certeza de que era sim, um aplicativo para solteiros se ‘pegarem’, a moça disse: “eu vi a ‘fotinha’ dele e dei coração e ele viu a minha e me deu coração também…e começamos a conversar”.

Do coraçãozinho, o casal partiu para o chat do Facebook e de lá, agendaram um encontro pessoalmente. “Marcamos de sair, se encontrar e se conhecer pessoalmente…passou janeiro, fevereiro e só em março que fomos nos beijar”, relembra a nossa entrevistada que preferiu não se identificar.

Desde ‘conhecidos’, o casal começou a namorar e fazem planos da compra do terreno – da casa própria, para assim, juntarem os cobertores. “Como todo outro veículo virtual, você usa conforme sua cabeça e depende de você aproveitar a oportunidade de encontrar uma pessoa, eu encontrei o meu namorado, foi legal, porque temos uma afinidade e uma relação incrível e deu certo”.

Já a história do cabeleireiro Anderson Domingos, 30 anos foi um pouco diferente. Assim que terminou o casamento de cinco anos, ele resolveu entrar no aplicativo para dar um up na baixa estima. “Eu tava ‘depre’ e precisava conversar com alguém; baixei o app e escolhi a opção da quilometragem em todo o País e comecei a conversar com um cara de Belo Horizonte…conversamos um monte mas pela distância, não deu muito certo”, comenta.

A paixão pelo atual namorado não foi à primeira vista. Assim que recebeu um coraçãozinho na sua foto, o cabeleireiro não quis retribuir mas depois de um tempo, resolveu dar a chance. “Eu tava sozinho, queria conversar e deu certo…ele é quase dez anos mais novo que eu e tava no processo de se assumir; fomos papeando até ele conseguir admitir e hoje já estamos com aliança e pensando em planos futuros”.

Sobre agendar um encontro pessoalmente, o cabeleireiro tem a seguinte opinião: “Penso que as pessoas devam marcar encontros em lugares publicos, como shopppings, restaurantes etc, e mesmo antes de ter o app, eu achava que era ilusão e que só existiam pessoas de má fé, e comigo foi super diferente”, diz.

Jornal Midiamax