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Escalada: conheça um pouco mais do esporte que une estratégia e adrenalina

Preparador físico diz que não precisa muito para se tornar um escalador

Carol Alencar Publicado em 10/04/2015, às 10h14

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Preparador físico diz que não precisa muito para se tornar um escalador

Segundo o Wikipédia, a escalada é uma técnica esportiva cujo fim é atingir o tesão máximo de uma parede rochosa, um bloco ou um muro de escalada. Para os praticantes deste esporte na Capital de Mato Grosso do Sul, entrevistados pelo MidiaMAIS, a escalada é muito mais que sentir essa adrenalina, é uma paixão.

O instrutor da prática, César Bassani, 38 anos, diz acreditar que a escalada é, antes de tudo, um conhecimento corporal muito grande. “O grande mistério da escalada é trabalhar a mente, calcular estrategicamente onde você vai conseguir agarrar, para poder controlar se pode ou não acontecer alguma coisa”, diz.

Fora o trabalho mental, que é exercitado também pelo praticante da escalada, outro fator está na suavidade que o esporte proporciona. Segundo o instrutor, a suavidade do corpo é fundamental para o praticante conseguir atingir a meta.

“Diferente do que se pensam, a força da escalada se encontra nas pernas e não nos braços, por isso falamos de suavidade dentro deste esporte”, explica.

Ainda de acordo com Bassani, a escalada, se utilizada com segurança, não tem margem de erro nos ‘passos’. “Se a pessoa tiver com os equipamentos completos, ela pode até cansar, mas pode ficar despreocupada que não vai cair”, diz.

Vale ressaltar que para fazer escalada é necessário ter duas pessoas, uma subindo e outra para fazer a segurança.

Equipamentos de segurança

O primeiro passo para se tornar um escalador é adquirir a sapatilha específica, que auxilia na aderência nas agarras e que ajuda a manter o peso nas pernas. Já para subir, seja na rocha natural ou na artificial – montada em academias, o praticante deve ter acoplado no cinto de segurança – conhecido também como cadeirinha de segurança que são ligadas por uns ganchos e pitões – um ‘saquinho’ com magnésio.

Tendo a escalada como uma terapia, a professora de inglês Larissa Araújo diz que o interesse de ser uma ‘atleta’ surgiu da necessidade de buscar um esporte para praticar.

“Eu tava na busca de algo para fazer e senti um equilíbrio e curti a ideia de ter que bolar uma estratégia para chegar ao topo e fora que aprendi a dominar o meu medo”, conta.

O medo em si, segundo nossos entrevistados faz parte do contexto do esporte, uma vez que o adepto utiliza menos o físico, trabalha mais o equilíbrio mental e aprende a ter esse controle.

Em rochas com até 90º, o escalador vai conduzindo a subida até fazer a passagem mais difícil da escalada, chamada de crocx. “A satisfação da escalada em si, é ultrapassar este ponto”, revela o instrutor.

A escalada é um esporte considerado radical e pode ser feito por qualquer pessoa, independentemente do físico. Se o esporte elimina calorias? Não consequentemente, porém, ele te deixa com uma resistência forte nas pernas e coxas. Em MS, os adeptos têm praticado escalada nas rochas do Inferninho  e na Pedreira próxima a Terenos. O instrutor nos informou que existem duas modalidades de escalada, a vertical que é a que mais tem dificuldade e a boulder que é uma escalada mais baixa e com mais técnicas, consequentemente com nível de dificuldade maior por ser mais inclinada.

“Até pegar as técnicas e ter um prazo de adaptação dos músculos demora um tempo mas que não existe um tempo certo, apenas a prática que pode ser duas ou três vezes na semana, mas que nada é definido e cada um tem seu ritmo”, pontua Bossani.

Jornal Midiamax