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Bolsa estoura, mãe aciona equipe de parto domiciliar, mas bebê nasce antes

Gabrielle nasceu medindo 49 centímetros e pesando 3.285 quilos

Carol Alencar Publicado em 23/03/2015, às 10h19

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Gabrielle nasceu medindo 49 centímetros e pesando 3.285 quilos

Não fazia muito tempo que o sol iluminava a manhã da última quarta-feira (18), quando a bolsa da bióloga Klaudia Bitencourt, 35 anos, estourou. Era o aviso de que a pequena e ‘rosada’ Gabrielle anunciava sua chegada.

O parto que estaria programado para ser domiciliar foi em casa mesmo, mas surpreendido no banheiro. Calma! Vamos explicar tudo. Em entrevista ao MidiaMAIS, Klaudia que já é mãe do pequeno Matheus, 3 anos, deu à luz sua caçula no banho, enquanto aguardava a chegada da equipe de parto e, deixava a água quente do chuveiro correr.

“Eu fui para o banheiro porque a água morna é um anestesiante natural, principalmente para nós que nesse momento, sentimos inúmeras contrações, foi o que me acalmou”, conta.

Enquanto a equipe estava a caminho, apenas a irmã de Klaudia, Karine, havia chegado a tempo. Já na sala, a irmã que é tia e dinda da bebê, enchia a piscina que fora comprada para o trabalho de parto. Só que, lá no banheiro, sob o chuveiro entre um alívio e outro, Klaudia disse que foi fazer uma força e sentiu a cabeça da filha sair, o chamado coronário.

“Quando vi a cabecinha, gritei: A Gaby tá nascendo! E minha irmã veio correndo me ajudar; e assim foi”, emociona-se a mãe coruja.

Enquanto amamentava a filha ali, no chuveiro, a equipe foi chegando. A enfermeira obstétrica, a doula, a fotógrafa e a avó da bebê finalmente chegaram para acompanhar o parto, que durou ao todo 40 minutos.

O filho mais velho, que dormia no quarto ao lado e só acordou com o choro da irmãzinha e que surpreendeu a mãe e a tia no banheiro: ‘a Gabi já nasceu, porque ela ta chorando?’.

O mais bonito da história foi que, após irem até o quarto, com a bebê já mamando no peito e, enquanto o restante da equipe ia chegando, o cordão umbilical foi cortado – sob orientação da enfermeira, pelo irmãozinho e avó da pequena Gaby.

“Esperamos a placenta sair, acabei de tomar banho e fui sentar na cama…só depois que fomos cortar o cordão umbilical e separar a bebê da placenta. Pra quê pressa né? Por isso ela é rosinha!!! Recebeu todo o sangue da placenta, que é dela e evita anemia e icterícia durante toda a infância”, disse a mãe durante seu relato de parto.

Gabrielle nasceu medindo 49 centímetros e pesando 3.285 quilos.

Parto domiciliar

Mesmo tendo dois planos de saúde, a bióloga optou por contratar uma equipe especializada para ter a bebê em casa. Segundo ela, o parto no hospital ainda é muito complicado, realizado com procedimentos desnecessários e que, muitas vezes, são prejudiciais ao parto em si.

“É uma peregrinação por vagas, eu preferi optar em ter em casa mais pela tranquilidade, para não passar por procedimentos que, muitas vezes não são apoiados em estudos científicos e que, até mesmo em relatos de parto normal em hospital, são vistos como emergenciais, só para agilizar o processo”, explica.

Ainda segundo a bióloga, a pior posição para uma mulher que está prestes a dar a luz é a deitada, que é, basicamente, uma das posições praticadas em hospitais.

“Uma mulher grávida não consegue ficar de barriga pra cima, porque dá falta de ar, com contração então, a pior posição é de barriga pra cima; sem dúvida um procedimento desnecessário; ideal é o de cócoras e até de pé, mas menos deitada; fora que no hospital, tem inúmeros medicamentos que são aplicados na gente e causam muito mais dor do que preciso” comenta.

No primeiro parto, que também foi natural, Klaudia disse que só recorreu ao hospital porque seu filho estava sentado e teve de fazer um parto pélvico. “Ele nasceu de bumbum e foi preciso ir para a maternidade, mas ele nasceu de parto natural, só que de bumbum”, brinca.

Jornal Midiamax