MidiaMAIS

Baseada na obra de Manoel de Barros, peça de Jonas Bloch abre a Feira Literária de Bonito

O poeta Manoel de Barros será o homenageado da 1ª Feira Literária de Bonito 

Mikaele Teodoro Publicado em 04/07/2015, às 09h44

None
unnamed_2.jpg

O poeta Manoel de Barros será o homenageado da 1ª Feira Literária de Bonito 

Foi durante a apresentação do Festival América do Sul, em 2005, que o ator Jonas Bloch conheceu a obra de Manoel de Barros. A partir daí iniciou-se um caso de amor. A obra do poeta foi lida e relida várias vezes pelo artista que a adaptou ao teatro. Surge então a peça “O Delírio do Verbo” concebida no formato de monólogo.

“A obra de Manoel é poesia pura, mas tem um fundo de humor. A maneira como ele trata cada coisa e as profundas reflexões que levanta sobre a visão de mundo que temos é algo que agrada muito o público e que me apaixonou. Não esperava essa recepção do público, emociona muito”, nos conta Jonas.

O espetáculo “O Delírio do Verbo” abrirá a 1ª edição da Feira Literária de Bonito (Flib) e será encenado na Praça da Liberdade, no centro da cidade no dia 8 de julho. Manoel de Barros será o homenageado e o grande destaque do festival que acontece até o dia 11 de julho. O evento é uma realização do Ministério da Cultura e da prefeitura de Bonito.

“Já estive em Bonito duas vezes e sou apaixonado por lá. Digo sempre para as pessoas que todos deveriam conhecer a cidade.” Jonas têm uma relação estreita com Mato Grosso do Sul e enxerga em nosso Estado características únicas. “Vocês deveriam se orgulhar muito de Mato Grosso do Sul. É o único lugar em que vejo essa integração com tão grande com a fronteira, é uma cultura muito rica”, diz em entrevista ao MidiaMAIS.

O espetáculo será encenado apenas em Bonito, mas o ator adoraria trazê-lo para Campo Grande. “Estamos tentando viabilizar algumas parcerias para conseguir levar a peça para Campo Grande. Mas ainda não tem nada confirmado”.

A peça tem uma preparação primorosa, a ambientação cenográfica é toda inspirada no trabalho de Arthur Bispo do Rosário, artista visual considerado louco por alguns e gênio por outros, que ao final de sua vida conquistou reconhecimento internacional. Segundo Bloch, Bispo do Rosário assim como Manoel de Barros encontra beleza nas miudezas e nas coisas insignificantes.

Com mais de cinquenta anos de profissão, Jonas Bloch dividiu sua carreira entre a televisão, o teatro e o cinema. Já atuou em 38 peças teatrais, 40 filmes, e em 47 produções para TV e é formado, também, em Artes Visuais.

Para sentir e entender como o público é impactado pelo espetáculo, Jonas criou uma página no Facebook onde interage pessoalmente com as pessoas. “É um canal importante que eu descobri para saber se as pessoas estão gostando. Se  emocionaram com o espetáculo, sabe? Tem sido muito legal, fiquei surpreso com a reação delas”, afirma. O ator Jonas Bloch sobe ao palco às 21 horas.

Jornal Midiamax