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Hipertensa reclama da falta de medicação nos postos de saúde de Campo Grande

A falta do medicamento para hipertensão nos postos de saúde tem tirado o sono da aposentada Neide Afonso de Araujo de 70 anos. A aposentada reclama que não consegue o medicamento há dois meses e não tem condições de comprar. “O remédio não é muito caro, mas a gente já gasta com tantos outros que […]

Arquivo Publicado em 29/01/2014, às 14h59

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A falta do medicamento para hipertensão nos postos de saúde tem tirado o sono da aposentada Neide Afonso de Araujo de 70 anos.


A aposentada reclama que não consegue o medicamento há dois meses e não tem condições de comprar. “O remédio não é muito caro, mas a gente já gasta com tantos outros que fica difícil ficar comprando mais esse”, relata Neide.


Neide até conseguiu em uma Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) uma cartela do medicamento, mas segundo a aposentada o remédio durou poucos dias. Ela disse que pelo fato de não pode ficar sem tomar o medicamento acabou comprando, mas não tem condições de comprá-lo todo mês.


Moradora do bairro Jardim América, ela foi informada no posto de saúde de sua região que o medicamento Hidroclorotiazida está em falta em toda a rede pública e não tem data prevista para ser suprido.


Além disso, Neide fez uma cirurgia em novembro do ano passado e precisa retornar ao Centro de Especialidades Médicas (CEM) para ser avaliada pelo médico e ter a receita do um medicamento para varizes. Neide relata que o CEM teria que ter entrado em contato com ela no último domingo (26), o que não ocorreu.


“Minha última consulta no CEM foi dia 26 de novembro, 60 dias depois eles precisavam ligar pra mim e passar o número da chave para eu voltar no médico, mas até agora não ligaram. O remédio para varizes é caro, não consigo comprar e mesmo que não fosse a última receita que me deram já venceu”, declara a aposentada.


A aposentada tentou entrar em contato com a ouvidoria do SUS através do 0800 para reclamar do descaso e pedir informações, mas após esperar mais de dez minutos na linha, não foi atendida.


Entramos em contato com a Prefeitura de Campo Grande, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos respostas.


Jornal Midiamax