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Flagrado na fuga depois de atropelar ciclista disse que não parou ‘por ser advogado’

O adolescente atingido, de 16 anos, morreu no local. Outro motorista testemunhou o acidente e seguiu o atropelador, que abandonou o carro e fugiu. Antes, teria 'explicado' que é advogado e estava fugindo do flagrante. O veículo foi apreendido, mas o homem ainda não se apresentou nem foi localizado.

Arquivo Publicado em 17/03/2014, às 11h00

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O adolescente atingido, de 16 anos, morreu no local. Outro motorista testemunhou o acidente e seguiu o atropelador, que abandonou o carro e fugiu. Antes, teria ‘explicado’ que é advogado e estava fugindo do flagrante. O veículo foi apreendido, mas o homem ainda não se apresentou nem foi localizado.

O principal suspeito de ter atropelado Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, que morreu após o acidente na noite de sábado (15), foi perseguido por outro motorista logo após a batida, no viaduto da Rua Ceará com a Avenida Afonso Pena. O homem foi alcançado e parou o carro alguns metros adiante, mas fugiu.

Segundo a pessoa que o acompanhou, o homem teria parado ao receber vários sinais de luz. Ele abandonou o Peugeot 307, de cor champanhe e placas NRJ-0998, e deixou o local a pé. Até o início da manhã desta segunda-feira (17) o homem não se apresentou nem foi localizado pela polícia.

Antes de abandonar o veículo, que foi apreendido pela Polícia Civil, o suspeito teria dito ao outro motorista que ‘não parou porque é advogado’ e que estaria apenas ‘fugindo do flagrante’.

O acidente aconteceu na noite de sábado, por volta das 22h40, na alça do viaduto entre a Rua Ceará com a Avenida Afonso Pena, no sentido sul-norte. Segundo testemunhas, o adolescente estava no acostamento da Rua Ceará e tentava atravessar a alça para chegar à calçada de um condomínio que há no local, quando foi atingido.

O motorista que seguiu o atropelador disse que o homem não parou após a batida e, por isso, ele o acompanhou até as proximidades, em frente de uma imobiliária. Neste ponto, o condutor teria parado e ‘explicado’ porque fugiu sem prestar socorro.

O adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo a testemunha, ao questionar o homem se ele não havia percebido que atropelou alguém, o motorista teria admitido que viu e fugiu. “Ele respondeu que tinha visto, mas não poderia parar, pois é um advogado. Então, falei porque ele não tomou alguma providência, e ele disse apenas que estava fugindo do flagrante”, afirmou.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.

Jornal Midiamax