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Ex-médico da F1 diz que fãs de Schumi devem se preparar para notícias ruins

O americano Gary Hartstein, que foi médico-chefe da Fórmula 1 entre 2005 e 2012, disse em seu blog que os fãs de Michael Schumacher devem se preparar para “começarmos a nos despedir dele”. O alemão está internado no Hospital de Grenoble há quase três meses após sofrer um acidente de esqui que o deixou em […]

Arquivo Publicado em 26/03/2014, às 12h11

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O americano Gary Hartstein, que foi médico-chefe da Fórmula 1 entre 2005 e 2012, disse em seu blog que os fãs de Michael Schumacher devem se preparar para “começarmos a nos despedir dele”. O alemão está internado no Hospital de Grenoble há quase três meses após sofrer um acidente de esqui que o deixou em coma induzido.


Para Hartstein, a falta de notícias sobre o quadro de saúde do ex-piloto poderia ser um indício de piora no estado de Schumacher, que deveria ser aproveitado pelos fãs para a preparação para uma notícia ruim.


“Enquanto eu ficava preocupado sobre o que vai acontecer quando, e se, as notícias muito ruins forem anunciadas, percebi que a falta de atualizações também pode ser uma chance para começarmos a nos despedir dele”, disse o médico.


Hartstein criticou a forma como a família está lidando com a divulgação de informações. Para o médico, a falta de atualizações gera uma onda de boatos e rumores desconexos. Apesar disso, ele vê esse fator como algo positivo para a relação dos fãs com uma possível notícia ruim sobre Schumacher.


“E acho que este é o “benefício” inesperado da estratégia de mídia escolhida pela família de Michael. De alguma forma, acho que os fãs vão ficar bem, porque eles estão tendo tempo para processar tudo isso”, afirmou, depois de se dizer impressionado com a “persistência” do amor dos torcedores por Schumacher.


O médico ainda comentou sobre as notícias divulgadas pela mídia europeia sobre a possibilidade de Schumacher permanecer em estado vegetativo para o resto da vida.


“Pacientes em estado vegetativo permanente têm expectativa de vida que pode variar de meses a alguns anos. Isso depende das condições físicas (que são extraordinárias neste caso de Michael, é claro) e da qualidade dos cuidados de enfermagem, entre outros fatores imponderáveis. Eles geralmente morrem de infecções respiratórias ou urinárias. Sobrevivências mais longas já foram relatadas, mas são excepcionais”, concluiu.


O último comunicado da família de Schumacher foi divulgado no dia 12 de março, quando a assessora Sabine Kehm disse que o ex-piloto dava “sinais encorajadores” de uma possível recuperação. Os familiares, desde o dia do acidente, insistem que qualquer notícia que não venha da equipe médica de Grenoble deve ser tratada como “boato”.

Jornal Midiamax