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Depois de mortes suspeitas, médicos de MS garantem que vacina contra o HPV é segura

Mesmo após seis ocorrências de reações à vacina contra o HPV, profissionais da saúde garantem que a imunização é segura e necessária para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o médico pediatra Sandro Trindade Benites, é uma vacina nova aqui no Brasil e ainda não deu tempo de comprovarmos se foi ela que […]
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Mesmo após seis ocorrências de reações à vacina contra o HPV, profissionais da saúde garantem que a imunização é segura e necessária para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis.

De acordo com o médico pediatra Sandro Trindade Benites, é uma vacina nova aqui no Brasil e ainda não deu tempo de comprovarmos se foi ela que realmente provocou as reações. O médico explica que tem que ser observado a partir de agora para confirmar se a vacina provoca algum tipo de reação.

O médico alerta que é necessário ter cuidado nesses casos porque o medicamento pode levar a culpa por problemas anteriores que não eram conhecidos e que foram apenas desencadeados pelo produto, o que não é a mesma coisa.

Benites explicou também que a vacina é a melhor forma de prevenir a principal doença sexualmente transmissível no país e no mundo, além de prevenir o câncer de colo do útero. “Ao incentivarmos nossos filhos vamos evitar várias doenças com a vacinação, inclusive um futuro câncer”, ressalta.

De acordo com Benites, mais de 50% da população mundial tem algum tipo de doença sexual ativa. “A maioria das pessoas desconhece que tem a doença e a prevenção é a melhor maneira de prevenir, principalmente entre os jovens que já tem uma vida sexual ativa”, adverte.

Para o médico a medida do governo foi a mais acertada porque evita no futuro um gasto maior para tratar essas doenças. Benites explicou que a vacina na rede privada custa em média R$ 300 a dose e agora está sendo oferecida de graça para a população . “É uma vacina cara e o governo se propôs a distribuir de graça e temos que aproveitar porque vamos proteger essas adolescentes contra quatro cepas do vírus, considerados os mais oncogênicos dos mais de 500 tipos de HPV dos infectados”, esclarece.

Para Claudete Barbosa, mãe de duas meninas e um menino, ela disse que incentivou a filha de 12 anos a se vacinar. “Muitas mães não orientam seus filhos e as meninas começam a vida sexual cedo, então acho importante elas se prevenirem contras as doenças sexuais”, afirma.
A mãe também ressaltou que seria importante não só para as adolescentes, mas para as mães também porque muitas não vão ao médico e não cuidam da saúde. “Eu acho que deveria ser aplicado em todas as mulheres de todas as idades e não só para as adolescentes, pois tem muitas mulheres que nem ao médico vão por vergonha”, explica.

Claudete relatou que não  ficou com medo de a filha tomar a vacina mesmo com os casos de algumas reações de algumas meninas no País, porque para ela o mais importante é a prevenção. “Não fiquei preocupada com isso não, só quero que minha filha fique protegida contra doenças sexuais e principalmente contra o câncer de útero que é uma doença terrível”, finaliza.
Já a estudante Larissa Barbosa de Araújo foi a primeira a querer se vacinar e se proteger das doenças. “Ainda não tenho vida sexual ativa, mas quando tiver quero estar protegida de qualquer tipo de doença e acho importante nos cuidarmos principalmente para evitar o câncer do útero”, diz.

A jovem disse que incentiva as amigas a tomarem a vacina. “É bom cuidarmos da nossa saúde e a vacina contra HPV é uma forma de nos deixar protegidas e falo para minhas amigas que todas têm que tomar para se prevenirem contra qualquer doença”, conclui.

Vacinação

A meta do Ministério da Saúde é que até o fim de 2014 sejam vacinadas 4,2 milhões de meninas entre 11 e 13 anos de idade.

Em todo o Mato Grosso do Sul a previsão é vacinar 67,4 mil, deste total, 20 mil em .

A vacina é aplicada em três doses necessárias à imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada cinco anos após a primeira.

De acordo com o Ministério da Saúde a vacinação segue normalmente em todo o País. Os 35 mil postos de saúde onde há vacinação estão orientados a registrarem todas as reações ligadas às vacinas, não só a do HPV.

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