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De evangélico a funk: campanha quer fone de ouvido nos ônibus de Campo Grande

Passageiros reclamam do som 'do vizinho' nos coletivos campo-grandenses e até campanha vai tentar conscientizar os 'DJs' a usarem fone de ouvidos para preservar o ouvido alheio.

Arquivo Publicado em 24/02/2014, às 10h57

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Passageiros reclamam do som ‘do vizinho’ nos coletivos campo-grandenses e até campanha vai tentar conscientizar os ‘DJs’ a usarem fone de ouvidos para preservar o ouvido alheio.

Quem anda de ônibus diariamente volta e meia é obrigado a ouvir o som do vizinho. De música de igreja, até funk, pagode e sertanejo, a trilha é variada, mas quase sempre desagrada alguns.

O estudante Henrique Freitas Gonçalves, de 15 anos, relata que detesta ficar à mercê do set list alheio. Para evita o incômodo, o fone de ouvido é seu fiel parceiro. “Uso só o fone. Porque senão posso incomodar outras pessoas. Tem gente que não tem noção, vem com a caixa de alto-falantes no máximo com música que a gente nem gosta”, critica.

Outro que também se preocupa em não incomodar é Fernando Nunes, de 25 anos. O auxiliar de produção também não se separa de seus fones de ouvido. Para ele dificilmente a música da gente agrada o outro, por isso é melhor usar o fone e não incomodar. “Uso só o fone. Não gosto de incomodar”, pontua.

Cristina Aparecida dos Santos, de 31 anos, do lar, é mais radical. Ela conta que se alguém vem com som alto no seu ouvido já grita e xinga a pessoa, que não quer nem saber. “Sou ignorante mesmo. Fico brava e já xingo tudo. No geral, os caras nem ligam, mas brigo mesmo assim”.

Ciente do incômodo ela não faz o mesmo. Assim como Henrique e Fernando, ela carrega seus fones e não obriga ninguém a gostar de suas músicas. “Ninguém é obrigado a curtir o mesmo som que eu. Cada um na sua”, salienta.

Para promover a ideia, o Consórcio Guaicurus vai lançar a campanha “Aproveite sua música com educação. Use fone de ouvidos”.

Jornal Midiamax