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Condenado no mensalão, Pizzolato comprou três imóveis na Espanha

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato comprou três imóveis na cidade litorânea de Benalmádena, no sul da Espanha, antes de ser preso na Itália. Conforme a polícia espanhola, que descobriu a aquisição nas investigações para localizar Pizzolato, dois apartamentos foram comprados em um condomínio de alto padrão com vista para o mar Mediterrâneo. […]

Arquivo Publicado em 22/02/2014, às 10h59

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O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato comprou três imóveis na cidade litorânea de Benalmádena, no sul da Espanha, antes de ser preso na Itália. Conforme a polícia espanhola, que descobriu a aquisição nas investigações para localizar Pizzolato, dois apartamentos foram comprados em um condomínio de alto padrão com vista para o mar Mediterrâneo. Condenado no processo do mensalão, o brasileiro passou mais de três meses foragido na Europa.


A mulher de Pizzolato, Andrea Eunice Haas, esteve num dos imóveis 15 dias antes de ele ser preso na Itália. A polícia não informou se os imóveis foram registrados em nome de Pizzolato ou de sua mulher, nem a data de aquisição ou o costo dos imóveis. Corretores de imóveis ouvidos pela Folha informaram que um apartamento como o do ex-diretor do Banco do Brasil costuma ser negociado por € 450 mil (cerca de R$ 1,5 milhão). Pizzolato foi preso pela polícia italiana no dia 5 de fevereiro.


O mensalão do PT


Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.


No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio responderam ainda por corrupção ativa.

Jornal Midiamax