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Avaliação da região Buriti, que está em disputa com indígenas, será liberada na próxima semana

Os produtores rurais da região de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti terão acesso à metodologia utilizada na avaliação da área e suas benfeitorias somente na próxima segunda-feira (27). A finalidade do Governo Federal ao avaliar as propriedades, que somam aproximadamente 15 mil hectares, é entregar a área para a Fundação Nacional do Índio (Funai), […]

Arquivo Publicado em 25/01/2014, às 18h49

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Os produtores rurais da região de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti terão acesso à metodologia utilizada na avaliação da área e suas benfeitorias somente na próxima segunda-feira (27). A finalidade do Governo Federal ao avaliar as propriedades, que somam aproximadamente 15 mil hectares, é entregar a área para a Fundação Nacional do Índio (Funai), para ampliação da aldeia Buriti de dois mil para 17 mil hectares.

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o relatório detalhado foi repassado pelo Ministério da Justiça de forma parcial e soma cerca de 13 mil páginas. Até o momento, os produtores não tiveram acesso ao documento, o qual detalha a metodologia utilizada pelas entidades para avaliar as propriedades.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, os valores apresentados pelo Ministério da Justiça precisam de revisão. “É indispensável que os produtores analisem o relatório e discutam cada caso, com a possibilidade de questionar o valor por hectare que está abaixo do praticado no mercado”, ressalta Riedel.

Na região de Sidrolândia são 30 propriedades envolvidas na avaliação conduzida pelo Incra, Funai e Secretaria do Patrimônio da União (SPU). As autarquias avaliaram as benfeitorias e a área em R$ 78,5 milhões, aproximadamente R$ 5,5 mil por hectare. De acordo com a Famasul esta fase do acordo de compra deve ser cautelosa. “É preciso que se chegue um desfecho justo na compra da área, reconhecida pela Justiça como sendo dos produtores rurais”, finaliza.

Jornal Midiamax