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Vácuo de poder após prisão de supertraficante pode gerar tensão no México

A prisão de Miguel Ángel Treviño Morales, chefe dos Zetas, o mais poderoso cartel do narcotráfico do México, representa uma importante vitória do governo do presidente Enrique Peña Nieto, que agora deve intensificar seus esforços para conter a violência nas ruas, reduzindo o foco na detenção de líderes do crime organizado. Mas, ao contrário de […]
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A prisão de Miguel Ángel Treviño Morales, chefe dos Zetas, o mais poderoso cartel do narcotráfico do México, representa uma importante vitória do governo do presidente Enrique Peña Nieto, que agora deve intensificar seus esforços para conter a violência nas ruas, reduzindo o foco na detenção de líderes do crime organizado.

Mas, ao contrário de detenções anteriores, dessa vez não se sabe quem seria o sucessor de Morales no comando do cartel, e teme-se que o vácuo de liderança possa criar tensão no país.

Conhecido como Z40, Morales foi um dos únicos integrantes dos Zetas à chegar à cúpula da organização sem ter tido um passado de militar. Fato que, segundo analistas, ele parece ter compensado imprimindo a seu estilo de comando um alto grau de violência.

Morales era policial na cidade de Matamoros, no noroeste do país, quando, nos anos 90, entrou no Cartel do Golfo, outro temido grupo do narcotráfico mexicano.

Graças à sua fluência em inglês, contatos e conhecimento das rotas de contrabando em ambos os lados da fronteira entre os Estados Unidos e o México, ele começou a se destacar no Cartel do Golfo, tornando-se rapidamente o braço direito do chefe do grupo, Osiel Cárdenas Guillén, que cumpre sentença de 25 anos de prisão em uma cadeia americana.

MassacresOs Zetas forma criados originalmente como uma espécie de guarda pretoriana pessoal de Guillén, um grupo de entre 14 a 31 militares, com Morales sendo a única exceção.

Em março de 2010, o Cartel do Golfo e os Zetas se separaram, indo em direções opostas, e Morales e optou pelo segundo grupo, onde logo passou a coordenar a rota do narcotráfico para os Estados Unidos em Novo Laredo.

Rapidamente os Zetas se tornaram famosos pela brutalidade exercida contra imigrantes e membros de gangues rivais.

Acredita-se que Morales teria ordenado várias ações sanguinárias na organização, incluindo tortura e decapitação de inimigos, e que, mesmo antes de chegar ao comando do grupo, orquestrou dois massacres de imigrantes que tiveram grande destaque na mídia internacional. O primeiro em San Fernando, em 2010, com 72 mortos (incluindo brasileiros) e o segundo no ano seguinte, em Tamaulipas, com mais de 200 mortos.

Morales assumiu o posto em outubro de 2012, após a morte de Heriberto Lazcano, o Z3.

No momento da prisão, no Estado de Novo Laredo, Morales estava acompanhado somente por duas pessoas (um contador e um guarda-costas) e levava US$ 2 milhões (cerca de R$ 4,5 milhões) em uma caminhonete.

Will Grant, correspondente na Cidade do México, disse que embora o governo esteja ciente de que todo chefe do narcotráfico tem um sucessor, a prisão de Z40 por fuzileiros navais da Marinha mexicana deve ser particularmente celebrada, sobretudo por ter ocorrido sem o disparo de um único tiro.

Sucessão e incertezas

Para analistas esta é a detenção de maior destaque dentro do narcotráfico desde que Peña Nieto assumiu o governo, em dezembro de 2012.

Mas embora represente um alívio para a administração federal, que deve agora intensificar esforços em conter a violência nas ruas, a prisão Z40 também cria um vácuo de liderança que pode criar tensão no país.

Isto porque não há um sucessor claro a Morales, avalia Juan Carlos Pérez Salazar, correspondente na Cidade do México. Segundo o correspondente, há poucas dúvidas entre a Marinha, especialistas e jornalistas de que Morales era mesmo o líder máximo da organização.

Já em relação ao que deve ocorrer agora, não há tanta certeza, e acredita-se que a ausência de um herdeiro ao comando pode levar a confronto entre diferentes facções dos Zetas pelo controle do grupo.

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