Pacientes que foram ao Centro de Especialidades Médicas (CEM) no bairro São Francisco para serem atendidos pelo mutirão do “Fila Zero”, criado por Alcides Bernal (PP), comemoraram o início da solução de um problema que já atingia a família há mais de anos.
O atendimento contemplava pessoas que gastavam com consultas particulares e já perderam até familiares por conta do descaso com a saúde pública. A feirante Marta Rodrigues levou a filha para uma consulta. Elas já esperavam por atendimento há um ano e contam que a família sofre com problemas de saúde.
Marta já perdeu um sobrinho que cometeu suicídio por falta de tratamento psiquiátrico. Ele tentou um suicídio e os familiares procuraram atendimento psiquiátrico, mas não conseguiram. Depois de três meses, sem atendimento, a família não conseguiu evitar que o jovem tirasse a própria vida.
A senhora também teme pela saúde do filho, de apenas 21 anos. Ela conta que o filho está com uma hérnia há um ano e não consegue fazer cirurgia. O problema tem prejudicado o jovem profissionalmente e preocupado a mãe, já que o filho corre risco de ficar estéril. “Já pedi, implorei e não conseguimos nada. Está difícil. A gente vive no desespero”, relatou.
O pastor Gilvaldo Santana também comemorou o início do tratamento da esposa. Ele explicou que a família já aguardava a um ano e neste período, sem poder, pagou consulta particular para que a esposa não ficasse desamparada. “Tiramos da boca para pagar particular”, reclamou.
O programa Fila Zero tem o objetivo de acabar com uma demanda de 48 mil pessoas que aguardam atendimento médico. Neste sábado (18), 400 pessoas terão atendimento psiquiátrico. O outros mutirões vão ocorrer em sete datas: 08 de junho, atendimento de Glaucoma, 15 de junho, mutirão de endócrino adulto e oftalmologia geral, 29 de junho, mutirão de psiquiatria, 6 de julho, mutirão de neurologia adulto e infantil, 20 de julho, oftalmologia geral, 10 de agosto, endócrino e oftalmologia geral e no dia 24 de agosto, psiquiatria.