Geral

Fred salva Brasil de nova derrota e Scolari segue sem vencer em retorno

A principal novidade da seleção brasileira na partida contra a Rússia foi um símbolo do time que empatou com a Rússia, em 1 a 1, nesta segunda-feira, em Londres. Apático e inseguro, Kaká, que teve a primeira chance como titular com Felipão, pouco fez em campo e representou um Brasil que não conseguiu mostrar futebol […]

Arquivo Publicado em 25/03/2013, às 20h31

None
1945565220.jpg

A principal novidade da seleção brasileira na partida contra a Rússia foi um símbolo do time que empatou com a Rússia, em 1 a 1, nesta segunda-feira, em Londres. Apático e inseguro, Kaká, que teve a primeira chance como titular com Felipão, pouco fez em campo e representou um Brasil que não conseguiu mostrar futebol convincente no terceiro jogo da nova era Scolari, que só não terminou com derrota porque Fred empatou aos 45 minutos do segundo tempo.



A seleção volta a jogar no dia 6 de abril, sábado, contra a Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra. O time terá apenas jogadores que atuam no Brasil. Felipão só voltará a convocar uma seleção sem restrições para a Copa das Confederações, que acontece em junho.



A seleção começou o jogo contra a Rússia com o mesmo sistema tático utilizado no empate com a Itália. O time tinha Fred centralizado na frente. Com Oscar aberto na direita e Neymar na esquerda. Kaká era o meia mais próximo e subia ao ataque quando o time tinha a bola.



Os primeiros 15 minutos de jogo foram de total domínio da Rússia, que mantinha a posse de bola e conseguia chegar à área da seleção brasileira. “Eles começaram com uma intensidade muito grande. A gente não estava conseguindo tocar bem a bola”, admitiu Thiago Silva, no intervalo da partida.



Os russos tiveram pelos menos duas chances de gol. Numa delas, alias, houve um pênalti, não marcado pelo árbitro. Após cobrança de escanteio na área brasileira, Berezutsky ficou com a sobra e chutou a bola, que bateu na mão do volante Fernando. O árbitro não marcou nada e, na sequência, Shirokov finalizou à esquerda do gol.



Após apanhar nos primeiros 15 minutos, a seleção conseguiu respirar e brecar o domínio russo. Com mais posse de bola, a seleção até conseguia chegar ao ataque, mas não criou nenhuma chance clara de gol.



“Pipoqueiro” para Neymar e pito em Kaká



Neymar se movimentava, recuava para buscar a bola, arrancava em direção ao ataque, mas não conseguia brilhar. Aos 32 minutos, teve sua principal chance ao receber a bola na entrada da área. O santista ensaiou um drible, não tocou para ninguém e perdeu a bola. A torcida que estava atrás do gol não perdoou. “Pipoqueiro!”, gritaram em coro os brasileiros.



Novidade no time, Kaká teve atuação apagada já desde o primeiro tempo. Inseguro com a bola nos pés, tinha dificuldade de se posicionar e chegou a receber um “pito” do chefe. Felipão gesticulou e reclamou do meia do Real Madrid por pelo menos duas vezes nos minutos finais do primeiro tempo.



Scolari, porém, manteve o camisa 10 no segundo tempo. O time voltou do vestiário com os mesmos jogadores, mas uma mudança de posicionamento. Kaká deixou o meio e passou a jogar mais avançado pela esquerda, trocando de lugar com Oscar,que recuou.



Kaká teve alguns ensaios de lampejos, mas nada criou, mostrando que hoje é apenas uma caricatura do que craque que já foi.



Em campo, o Brasil seguia com mais tempo de bola nos pés, mas sem criar chances claras de gol. Com a bola dominada, o time até transitava em torno da área russa, mas não levava medo.



Os russos também criavam pouco, mas, mesmo assim, eram mais eficientes. Aos 27 minutos veio o gol.



Num lance de pressão russa, com quase um minuto de bola dominada dentro da área do Brasil, Fayzulin tentou o chute uma vez, Zhirkov repetiu a tentativa a na segunda chance que teve, Fayzulin tocou para o gol.


Jornal Midiamax