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Deputados colocam obstáculos e CPI da Saúde nasce em clima de desconfiança

Alguns minimizaram o caos no setor e um parlamentar chegou a dizer que a comissão foi criada “mais por pressão do que por necessidade”.
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Alguns minimizaram o caos no setor e um parlamentar chegou a dizer que a comissão foi criada “mais por pressão do que por necessidade”.

Apesar de assinar pela instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o sistema de saúde em Mato Grosso do Sul, a maioria dos deputados estaduais colocou, nesta terça-feira (14), obstáculos para tocar os trabalhos. Alguns minimizaram o caos no setor e um deles chegou a dizer que a comissão foi criada “mais por pressão do que por necessidade”.

Eles falam na falta de fato determinado e da dificuldade de fazer um diagnóstico do setor em 100 dias. Do lado oposto, o deputado Amarildo Cruz (PT), autor da preposição, era o mais empolgado e defendeu uma investigação séria e prometeu resultados concretos. Também autor do requerimento, o deputado Lauro Davi (PSB) afastou relatar a comissão “por dar muito trabalho” e falou em CPI propositiva e não de caça às bruxas.

Dos 24 deputados estaduais, só três não assinaram o requerimento. É o caso de Márcio Fernandes (PTdoB), Eduardo Rocha (PMDB) e Márcio Monteiro (PSDB). “Eles não estavam na sessão”, justificou Amarildo. No início dos trabalhos, alguns parlamentares sinalizavam não aderir à proposta, mas, cientes da pressão popular, recuaram.

É o caso dos deputados Júnior Mochi (PMDB) e Zé Teixeira (DEM). “CPI exige fato determinado e o nosso fato é extremamente genérico, corremos o risco de abrir uma comissão desse tamanho e chover no molhado”, alertou Mochi. “Se for para investigar filas e falta de leitos é preciso abrir uma CPI federal”, ponderou Teixeira, fazendo menção ao fato de o problema ser comum em todos os estados.

O deputado Pedro Kemp (PT), por sua vez, ressaltou que o foco é a má aplicação das verbas públicas e destacou que a Operação Sangue Frio comprovou que não falta dinheiro, mas seriedade na terceirização dos serviços públicos. Marquinhos Trad (PMDB) ponderou que, se há certeza, então, porque investigar.

Na sequência, defendeu investigação da máfia do asfalto e foi acusado por Kemp de criar subterfúgios para fugir do debate. Ele reagiu e reforçou ter assinado o documento em prol da investigação.

O peemedebista ainda fez questão de destacar a necessidade de a investigação chegar às prefeituras comandadas em gestões do PT, como Corumbá e Dourados. Em resposta, o deputado Laerte Tetila (PT), ex-prefeito de Dourados, revelou-se tranquilo e elencou conquistas em sua administração.

Em meio à troca de farpas, o deputado George Takimoto (PSL), que é médico, minimizou os problemas no setor e disse que a CPI foi instalada “mais por pressão do que por necessidade”. Ele ainda manifestou interesse em integrar a equipe. “Como médico, seria interessante, porque tem coisas que só médicos entendem”, frisou.

Defensor número um da CPI, Amarildo ressaltou que algo precisa ser feito diante do volume de dinheiro aplicado. “Mesmo assim, o atendimento é de péssima qualidade”, completou. Lauro Davi prometeu ir a fundo nas investigações e disse que a questão partidária não irá atrapalhar.

Comando da CPI

Sobre a composição da equipe, os dois preponentes querem integrar a CPI. Amarildo tem vaga garantida, porque o PT tem bancada. Davi depende do apoio dos partidos menores. Ele, porém, não quer a relatoria porque “tem que escrever demais”. O cargo, inclusive, já teria dono, o deputado Júnior Mochi. Pelo menos essa informação circulava nos bastidores.

A escolha garantiria ao governo comando dos trabalhos. Nem por isso, Lauro Davi acredita em “influência oculta” e avisou que o primeiro passo será colocar a secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, contra a parede. “Queremos todas as planilhas de gastos”, avisou.

Ele informou ainda que a CPI passará pelos centros regionais de saúde, como Campo Grande, Dourados, , , Coxim e Nova Andradina. Por outro lado, Amarildo defende investigação em todos os municípios. Sobre a possibilidade de não dar tempo, ele sugeriu esticar a CPI por seis meses.

No requerimento, os proponentes atribuíram à CPI a missão de “investigar a regularidade na aplicação dos recursos públicos por parte das instituições de saúde de Mato Grosso do Sul, averiguando, inclusive, a legalidade, oportunidade e conveniência das terceirizações de servidos realizados com as verbas repassadas”. Após a publicação da proposta, aprovada hoje, os partidos indicam os membros para compor a CPI.

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