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“Supersalários de juízes causam desconforto na população”, defende presidente da AMB

O presidente da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) Nelson Calandra esteve em Campo Grande e comentou sobre a divulgação de salários altos divulgados pela Lei da Transparência dos juízes em Mato Grosso do Sul.

Arquivo Publicado em 01/08/2012, às 22h43

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O presidente da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) Nelson Calandra esteve em Campo Grande e comentou sobre a divulgação de salários altos divulgados pela Lei da Transparência dos juízes em Mato Grosso do Sul.

O presidente da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) esteve em Campo Grande nesta quarta-feira (1°) para se reunir com o Governador André Puccinelli e participar do Congresso Estadual de Magistrados em Dourados.


Na ocasião, ele comentou sobre a divulgação dos salários dos juízes do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) dizendo que “um País só pode aspirar democracia se não tiver abismos salariais”, parafraseando um artigo de Delfim Neto, que causou polêmica na época em que foi divulgado.


“A população só fica escandalizada porque acredita que nossos salários são altos, mas os salários da população são baixos”, comentou.


Em relação ao juízes do trabalho, ele reitera o posicionamento do Tribunal, explicando que a quantidade que chegou a quase R$ 400 mil por juiz é de atrasos salariais referentes a década de 90.


Transparência


O magistrado concorda com a divulgação dos salários, mas não a dos juízes que os recebem. “Um juiz muito endividado, por exemplo, pode sofrer suborno de pessoas que ele julga. Um juiz separado também pode ter o direito de não querer que este fato da vida pessoal seja revelado”, explicou.


Ele disse que não concorda com a publicação de nomes por questões até de ética. “Temos o direito de manter a nossa privacidade, mas casos em que tribunais de contas ou outros órgãos reguladores peçam quem é a pessoa que recebe o salário para verificar qualquer irregularidade, aí sim este nome poderia ser divulgado”, defendeu.

Jornal Midiamax