Pular para o conteúdo
Geral

João Paulo Cunha pega mais de nove anos de prisão; STF encerra fixação das penas

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus da Ação Penal 470, o processo do mensalão, foi condenado hoje (28) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à pena de nove anos e quatro meses de prisão, além de R$ 360 mil de multa em valores não atualizados. Caso não haja reajuste, o regime inicial […]
Arquivo -

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus da Ação Penal 470, o processo do mensalão, foi condenado hoje (28) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à pena de nove anos e quatro meses de prisão, além de R$ 360 mil de multa em valores não atualizados. Caso não haja reajuste, o regime inicial de cumprimento deve ser o fechado. Com o resultado, o STF concluiu a fase de dosimetria das penas dos 25 réus condenados.

Para o crime de corrupção passiva, prevaleceu a pena de três anos de prisão, além de 50 dias-multa de dez salários mínimos na época dos fatos. Em relação ao crime de peculato, a pena fixada foi três anos e quatro anos meses de prisão, com os mesmos 50 dias-multa de dez salários mínimos cada.

Uma questão de ordem trazida pelo advogado Alberto Toron, que defende Cunha, provocou longa discussão em plenário. No crime de lavagem de dinheiro, o deputado federal foi condenado por 6 votos a 5, mas o ministro Carlos Ayres Britto não deixou seu voto por escrito com a pena. Por isso, apenas cinco ministros fixariam a pena do parlamentar para esse crime.

Com a aposentadoria de Britto no dia 18 de novembro, o plenário ficou com cinco ministros que condenaram o parlamentar e cinco que o absolveram. Para o ministro Marco Aurélio Mello, não era possível a fixação da pena se o plenário estava empatado. O ministro entende que, como não deixou a pena, o voto de Britto ficou incompleto e deve ser anulado. Joaquim Barbosa, relator da ação, argumentou que seria “esdrúxula” a situação de que, com a condenação configurada, o réu ficasse sem pena, ou ainda que o voto de Britto fosse desconsiderado.

Toron chegou a propor que a Corte esperasse a chegada do novo ministro, Teori Zavascki, que toma posse amanhã (29). A proposta foi rejeitada, pois os ministros entenderam que um juiz não pode complementar o voto de outro.

Barbosa queria resolver a questão individualmente, o que provocou grande discussão no plenário. Ele alegou que o questionamento sobre quórum já foi trazido ao plenário em situações anteriores. No primeiro caso, a Corte entendeu que só define pena quem votou pela condenação. No segundo caso, os ministros definiram que cinco votos eram suficientes para condenar o ex-deputado Pedro Corrêa por formação de quadrilha. O debate só terminou quando o assunto foi colocado em votação.

Por maioria, a questão de ordem foi derrubada, com fixação de pena de três anos de prisão para o crime de lavagem de dinheiro. A multa também é 50 dias-multa de dez salários mínimos cada.

A Corte decidiu suspender a sessão da próxima segunda-feira (3) para que os ministros tenham mais tempo para analisar questões residuais importantes do julgamento. A principal é a responsabilidade pela decretação de perda de mandato parlamentar – se do STF ou da Câmara dos Deputados. A próxima sessão será na próxima quarta-feira, no dia 5 de dezembro, pois amanhã (29) haverá posse do ministro Teori Zavascki.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais
carlo acutis milagre em campo grande

Com pedaço do coração em Campo Grande, beato Carlo Acutis será canonizado esta semana no Vaticano

Hidratação: domingo será marcado por tempo seco em grande parte de MS

1914 – Ligados trilhos da Noroeste, em Campo Grande

Sargento brasileiro que servia no Exército de Israel morre na Faixa de Gaza

Notícias mais lidas agora

Justiça manda Consórcio Guaicurus pagar R$ 184 mil por atrasos de ônibus em Campo Grande

Filho de policial civil é morto em frente de conveniência no Nova Lima

calendário

Acabou a folga? Único feriado nacional de setembro cai em um domingo

Cruzeiro vence São Paulo e assume a vice-liderança do Campeonato Brasileiro

Últimas Notícias

Transparência

Paranaíba prevê gastar até R$ 1,24 milhão em duas pontes de concreto

Concorrência eletrônica agendada para 10 de setembro prevê a construção de pontes de concreto sobre o Córrego Ariranha e o Rio Barreiro

Polícia

Discussão por sacola de lixo teria motivado assassinato de homem no Taquarussu

A vítima foi ferida com vários golpes de facão na cabeça

Transparência

MS terá R$ 59 milhões do PAC Saúde; veja se sua cidade recebe novos CAPs e UBSs

Estado possui 173 propostas selecionadas e com previsão orçamentária do Ministério da Saúde

Cotidiano

Cadê o campo de girassóis? Fazenda fecha visitação em 2025 para plantar feijão e milho

Famoso cenário de fotos para os campo-grandenses, a plantação de girassóis dá uma pausa, neste ano, para rotação de culturas na lavoura