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Em quatro dias, Campo Grande registra nascimento de três trigêmeos

Apesar de raro, foi registrado em um intervalo de quatro dias, o nascimento de nove bebês trigêmeos em Campo Grande. Entre os dias 20/10, sábado, e 23, terça-feira, três casais tiveram três filhos cada um, sendo dois casos naturais e uma fertilização. A gerente de enfermagem do hospital El Kadri, onde os partos foram realizados, […]

Arquivo Publicado em 27/10/2012, às 11h12

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Apesar de raro, foi registrado em um intervalo de quatro dias, o nascimento de nove bebês trigêmeos em Campo Grande. Entre os dias 20/10, sábado, e 23, terça-feira, três casais tiveram três filhos cada um, sendo dois casos naturais e uma fertilização.

A gerente de enfermagem do hospital El Kadri, onde os partos foram realizados, Rejane Maroso, explica que apenas este ano nasceram 10 gemelares.

“É um caso raro e não tem explicação o motivo da proximidade dos nascimentos. A maioria dos casos de gemelares no Mato Grosso do Sul são encaminhados para o hospital devido à estrutura.”, comenta.

O casal Antonio Romero (25) e Quitéria Lima de Freitas (33), de Ponta Porã, conta que já tem uma filha de cinco anos. Quitéria relata conta que recebeu com surpresa a notícia de que seria mãe de trigêmeos. “Não esperava. Ficamos assustados, eu chorei muito quando descobrimos.”.

Ela explica que ainda que a gravidez foi tranquila e o único incômodo foi sentido no sétimo mês com o peso da barriga. “Estão todos saudáveis apesar de nascerem prematuros. Os três já respiram sozinhos, sem ajuda de aparelhos.”, comemora.

Antonio conta se assustou com a possibilidade, mas que agora já pensa nos três correndo pela casa. Ele explica, com orgulho, o nome e peso que cada criança nasceu: Marco Antonio (1,4kg), Guilherme Henrique (1,280kg) e Ruan Lucas (1,255kg).

Udilson Marin Pucheta (37) e Geneci Eberhard Pucheta (32) são os pais de Lucas (2,150kg), Giovana (2,1kg) e Irã (1,850kg). Udilson conta que vieram de Bela Vista e que não encontraram UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para três crianças.

“Eles nasceram com 34 semanas e méis. Desde a última terça-feira (16) procuramos e não encontramos vaga, e no domingo ela teve alteração. Foi a providência divina.”, comenta.

O pai relata orgulhoso que fez questão de assistir o parto “Durou no máximo 20 minutos todo o procedimento. É uma emoção indescritível.”.

Para ajudar o casal, as duas irmãs e a sogra de Udilson vieram de Bela Vista. A família ainda não sabe quando as crianças terão alta.

Levantamento

Dados da Pesquisa do Registro Civil 2010, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que a proporção de brasileiros nascidos de partos múltiplos passou de 1,59% em 2003 para 1,86% do total de partos em 2010. Ou seja, a cada ano, nascem mais de 51 mil múltiplos.

O nascimento de trigêmeos e até quadrigêmeos aumentou no País, impulsionado pela popularização do uso de métodos de reprodução assistida. Em sete anos, houve um aumento de 17% nesses nascimentos.

Estatisticamente, a chance de uma mulher engravidar naturalmente de dois bebês de uma só vez é de 1 para cada 80 gestações.

UTI neonatal pode fechar as portas

A médica responsável pela UTI neonatal – Maria Cláudia Rossetti, explica que atualmente, a UTI do hospital El Kadri é a única que atende exclusivamente convênios e particulares. Desde sua inauguração, há cinco anos já foram atendidos 920 pacientes.

Ela relata que o hospital assiste a todos os hospitais que não possuem UTI neonatal, bem como aqueles que embora tenham a Unidade, não dispõem de vagas no momento do nascimento.

“Recebemos muitos pacientes do interior, como Corumbá, Três lagoas, Água clara… Quando não há vaga disponível em hospitais do SUS, a secretaria de saúde compra vaga nesta UTI. Somos, portanto, um porto seguro no qual a sociedade, os médicos (obstetras e pediatras), os convênios (que não possuem UTI neonatal própria) e até mesmo o poder público, podem contar sempre. Temos um trabalho sério, de qualidade que muito nos orgulha”, enfatiza.

A médica explica que ainda que a UTI neonatal corre o risco de fechar as portas, deixando a população, principalmente aqueles que pagam plano de saúde desprotegidos.

“Já não lembramos mais de épocas em que recém nascidos tinham que ser transferidos para outras cidades após horas de espera por um leito de CTI, prejudicando a boa evolução que decorre do rápido e eficiente atendimento, principalmente em se tratando de prematuros”, avalia.

Nascimentos

Conforme levantamento fornecido pelo hospital, entre os anos de 2007 e 2009, foi registrado o nascimento de 19 gemelares. Já em 2010, 13, e nove, em 2011.

No caso de trigêmeos foram registrados um em 2009, um em 2010 e três em 2011.

Leite

Atualmente a incubadora trabalha com nove bebês. A nutricionista Thalita Tognini alerta que o banco de leite precisa de doações para auxiliar os trigêmeos recém-nascidos.

“A equipe do hospital vai até a casa da doadora que precisa apenas apresentar os exames de que está apta à doação. Após o recolhimento, o leite é pasteurizado aqui na maternidade.”, explica.

Por enquanto o Hospital Universitário está auxiliando na doação do leite. As crianças consomem em média 400 ml do alimento diariamente.

Para mais informações o doador pode entrar em contato pelo telefone 3041-5139.

Jornal Midiamax