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Com gol no fim, Bayern bate Real e leva vantagem para a Espanha

A palavra “equilíbrio” deu o tom do primeiro confronto entre Bayern de Munique e Real Madrid, que inaugurou a disputa por uma vaga na decisão da Liga dos Campeões da Europa. Mesmo assim, com gol marcado em lance corajoso de Lahm e Mario Gómez, aos 42 minutos do segundo tempo, o time bávaro venceu por […]

Arquivo Publicado em 17/04/2012, às 19h51

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A palavra “equilíbrio” deu o tom do primeiro confronto entre Bayern de Munique e Real Madrid, que inaugurou a disputa por uma vaga na decisão da Liga dos Campeões da Europa. Mesmo assim, com gol marcado em lance corajoso de Lahm e Mario Gómez, aos 42 minutos do segundo tempo, o time bávaro venceu por 2 a 1 conquistou a vantagem dentro da Allianz Arena para levar a Santiago Bernabéu.


Sem contar com Marcelo e Kaká, reservas por opção de José Mourinho, o time espanhol começou superior, mas ficou profundamente acuado depois de levar o primeiro gol, em jogada polêmica por conta do posicionamento do brasileiro Luiz Gustavo, o que teria favorecido na marcação de Ribéry. Rápida e eficiente, a equipe voltou concentrada e, mesmo sem inspiração nenhuma, conseguiu o empate com gol de Ozil.


Nos minutos finais, o Real Madrid diminuiu o ritmo para administrar o empate fora de casa, mas acabou castigado com bela finta de Lahm para cima de Coentrão – o substituto de Marcelo – e cruzamento certeiro para Mario Gómez, que marcou seu 13º gol na Champions. Na próxima semana, em Santiago Bernabéu, o time madrilenho terá a oportunidade de devolver a derrota.


O Jogo –


Mesmo tendo tomado o primeiro gol logo aos 16 minutos, o Real Madrid pode se orgulhar da superioridade nos primeiros minutos de bola rolando na Allianz Arena. Enquanto o Bayern tentava armar suas jogadas com dificuldade para se aproximar do gol, o time espanhol evitava ficar na defensiva para priorizar a troca de passes.


Logo aos seis minutos, voltando de lesão, Schweinsteiger perdeu uma bola boba na entrada da área e deu espaço para Ozil servir Benzema e o francês forçar Neuer, o goleiro do Bayern, a praticar uma defesa salvadora e espantar o perigo. Depois de perder esta chance, o Real Madrid se empolgou e partiu para cima do time bávaro.


Na base da troca de passes, o time de José Mourinho ficou mais insinuante que o Bayern de Munique dentro de campo. Com tabelas rápidas entre Benzema e Ozil, o time espanhol se aproximou do gol de Neuer, mas não marcou.


O grande problema do Real Madrid era a falta de criatividade do meio-campo, principalmente de Ozil, que tinha dificuldades para recuperar a bola e não conseguia abrir espaço para jogar. O gol do Bayern de Munique saiu justamente em uma jogada do armador – figura equivalente a de Ozil no time alemão – Toni Kroos, principal nome do primeiro tempo. Aos 16 minutos, depois de chances desperdiçadas, Kroos acertou o pé e Ribéry acertou a bomba.


Na cobrança escanteio do lado esquerdo do ataque do Bayern, Sergio Ramos falhou na hora do corte e a bola sobrou para Ribéry, na marca do pênalti. Com batida forte, sem defesa, o francês abriu o placar na Alemanha, sob protesto dos jogadores, que viram o brasileiro Luiz Gustavo em posição de impedimento e participando da jogada.


O Bayern de Munique reequilibrou a partida e passou a ter mais posse de bola que o Real Madrid, inseguro depois de levar o primeiro gol. Isso se refletiu em uma oportunidade perdida aos 24 minutos, quando Schweinsteiger recebeu bom passe direto do campo de defesa e, com espaços na perdida defesa do Real Madrid, avançou e bateu pela linha de fundo.


Outro destaque do primeiro tempo foi o clima quente, principalmente nos duelos entre Robben e Coentrão ou Cristiano Ronaldo, Ribéry e Pepe. O experiente Howard Webb, árbitro da final da Copa do Mundo de 2010, preferiu ficar na conversa e deu cartões apenas para o holandês, por falta cometida no lateral português, e Badstuber, que derrubou Dí María no início da segunda metade da etapa inicial.


A tônica dos últimos minutos foi Cristiano Ronaldo tentando iludir a marcação, mas aparentando pouca inspiração. Sem contar também com a movimentação de Benzema, o Real Madrid ficou completamente inofensivo.


Na etapa complementar, os times investiram nas jogadas pelas laterais, mas Robben e Ribéry, do lado do Bayern, e Cristiano Ronaldo e Dí Maria, de outro, não conseguiam enfiar nenhuma bola para Mario Gómez e Benzema, seus respectivos artilheiros, que também não faziam questão de buscar a bola.


Aos seis minutos, enquanto o Real Madrid tentava desviar da marcação e agredir o Bayern, os bávaros armaram ótima oportunidade, com desarme de Schweinsteiger, finta de Ribéry e chute de canhota de Robben para boa defesa de Casillas. No minuto seguinte, o Real Madrid alcançou o empate e colocou fogo em Allianz Arena.


Discreto no primeiro tempo, o armador Ozil resolveu mudar a história do jogo e concluiu uma jogada em que o time parecia não querer marcar. Depois de duas oportunidades perdidas no mesmo lance, com Cristiano Ronaldo e Benzema, o camisa 10 apareceu debaixo da trave para empatar o jogo, aos sete minutos do segundo tempo.


Ao contrário do Real Madrid, que tomou o gol e se encolheu na etapa inicial, o Bayern de Munique se tornou mais agressivo a partir daquele momento, principalmente com a entrada de Muller, que cadenciava o jogo, mas também apostava na velocidade de Ribéry e Robben nos lados do campo.


Do lado do Real, que contou com as entradas de Marcelo, Granero e Higuaín, o estilo de jogo ficou inalterado. Do mesmo modo que o estilo, a força ofensiva também permaneceu nula, como que esperando o apito final satisfeito com o empate.


O castigo veio aos 42 minutos do segundo tempo, quando Lahm partiu com a bola dominada e fintou com maestria o português Coentrão, que viu o capitão do Bayern cruzar na área e Mario Gómez completar para o fundo das redes.

Jornal Midiamax