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Caciques se reúnem e dizem que não querem branco e nem indicação política na Funai

Caciques de aldeias das cidades de Sidrolândia, Miranda, Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana e Brasilândia se reuniram na Funai (Fundação Nacional do Índio) e conversaram com a imprensa na tarde desta terça-feira (16). Segundo os representantes indígenas, após a exoneração de Edson Fagundes do cargo de coordenador regional do órgão em Campo Grande, já […]

Arquivo Publicado em 16/10/2012, às 22h12

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Caciques de aldeias das cidades de Sidrolândia, Miranda, Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana e Brasilândia se reuniram na Funai (Fundação Nacional do Índio) e conversaram com a imprensa na tarde desta terça-feira (16).

Segundo os representantes indígenas, após a exoneração de Edson Fagundes do cargo de coordenador regional do órgão em Campo Grande, já está sendo especulado a nomeação por uma possível indicação política.

Os caciques dizem que já têm uma reunião marcada no Ministério da Justiça, para tratar do assunto. Caso não forem atendidos em suas reivindicações, que é a posse de um índio na coordenação, a promessa é a de uma manifestação na sede da Funai na Capital.

“Repúdio, não aceitamos nenhum branco e nem indicação política para a administração da Funai”, argumenta o cacique Terena Maioque Figueiredo, da aldeia Tereré em Sidrolândia.

A exoneração de Edson Fagundes, foi publicada em diário oficial de 4 de outubro de 2012, assinado pela presidente nacional da Fundação, Marta Maria Amaral de Azevedo.

Edson assumiu o cargo de coordenador regional em Campo Grande, em julho de 2010 e durante anos trabalhou em Miranda, como servidor da Funai, tendo sido chefe do posto indígena Cachoeirinha. Na época surgiram denúncias contra ele por venda ilegal de madeira e compra de votos.

A Funai de Campo Grande é responsável por Miranda, Corumbá, Bonito, Aquidauana, Nioaque e Brasilândia. Mato Grosso do Sul que tem a segunda maior população de indígenas do País, possui aproximadamente 70 mil índios. Alexandre Rampazzo que assumiu a coordenadoria da Funai, não quis comentar o assunto.

Jornal Midiamax