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Otan diz estar pronta para integrar zona de exclusão aérea na Líbia

A Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta terça-feira (22) estar pronta para contribuir com a zona de exclusão aérea determinada por uma resolução da ONU sobre o território da Líbia, segundo o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen. Segundo ele, a Otan finalizou o seu plano de operação, mas ainda não sabe […]

Arquivo Publicado em 22/03/2011, às 16h46

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A Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta terça-feira (22) estar pronta para contribuir com a zona de exclusão aérea determinada por uma resolução da ONU sobre o território da Líbia, segundo o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen. Segundo ele, a Otan finalizou o seu plano de operação, mas ainda não sabe se ele será colocado em prática.


“A Otan finalizou seus planos militares para ajudar a impor a zona de exclusão aérea”, uma missão que agora estão nas mãos de uma coalizão liderada por Estados Unidos, França e Reino Unidos, segundo informou Rasmussen em comunicado.


A divulgação, segundo fontes diplomáticas, significa que a Turquia, país membro da Otan, suspendeu suas objeções de participar desta operação, a que se opunha por temor de provocar vítimas civis.


A Otan é uma aliança política e militar formada por 28 países-membros que buscam garantir a paz e a segurança regional. Foi criada em 1949, durante o contexto da Guerra Fria, em contraposição ao Pacto de Varsóvia, que reunia países socialistas do leste europeu e a União Soviética.


Contudo, Rasmussen confirmou que os países membros da Otan garantiram que irão velar para o cumprimento do embargo de armas imposto ao governo líbio pelo Conselho de Segurança da ONU. “A Otan decidiu se empenhar para implementar o embargo de armas pelo mar”, indicaram fontes diplomáticas. Segundo Rasmussen, o almirante Stavridis, comandante das operações, “mobiliza barcos e aviões” para inspecionar navios suspeitos, caso seja necessário.


Nesta terça-feira, o governo francês afirmou que uma intervenção terrestre está totalmente fora dos planos da coalizão. Segundo o primeiro-ministro francês, Francois Fillon, uma “força de ocupação terreste” sobre a Líbia “foi completamente excluída”, revelando que caças franceses começaram a fazer voos de reconhecimento sobre a Líbia há mais tempo do que se imaginava, em 4 de março.


Em entrevista, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, demonstrou oposição à Otan assumir o controle militar da operação sobre a Líbia, afirmando que a mudança transmitiria uma mensagem ruim para as nações árabes. Uma fonte diplomática francesa disse que ainda está em estudo como a Otan irá se envolver na missão sem assumir a liderança das operações.

Jornal Midiamax