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Empresários de reciclagem querem participar da coleta seletiva em Campo Grande

Pequenos empresários que compram materiais recicláveis dizem que já fazem a coleta seletiva sem incentivo, gerando emprego e renda. Poder público fechou contrato de R$ 80 mil por mês com a Financial para fazer o serviço.
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Pequenos empresários que compram materiais recicláveis dizem que já fazem a coleta seletiva sem incentivo, gerando emprego e renda. Poder público fechou contrato de R$ 80 mil por mês com a Financial para fazer o serviço.

O início do programa de coleta seletiva em surpreendeu os pequenos empresários do setor de reciclagem, que não concordam com o contrato firmado com a empresa Financial. Segundo os ‘sucateiros’, eles próprios já fazem boa parte do trabalho em retirar os resíduos da natureza sem nenhum incentivo por parte do poder público.

A maioria relata que esse tipo de programa não atrapalha no trabalho particular da coleta e nem deve alterar no lucro das pequenas empresas que compram materiais para serem reciclados. Mas os pequenos empresários reclamam que o programa poderia ser feito junto a quem já trabalha na área.

O contrato da prefeitura com a Financial é de R$ 80 mil pela prestação do serviço por um período de oito meses. O objetivo desta primeira etapa do projeto é o da coleta em 32 mil domicílios, fazendo a separação de papel, papelão, plástico, metal e vidro.

Segundo Marcos Cristaldo, titular da Semadur (Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) todo o lixo recolhido será levado para uma usina de triagem, onde será feita a separação dos materiais para posterior comercialização.

Quem já atua no setor bem antes do programa da administração municipal diz que o programa poderia envolver soluções para melhor distribuição da renda gerada. “Cooperativas bem administradas seriam uma solução. A prefeitura, em vez de pagar para a Financial, porque não dá algum tipo de incentivo para nós, que já retiramos de graça o lixo reciclável da rua?”, questiona Renê Calvino, 28, gerente de uma empresa de reciclagem.

Ele diz que somente na pequena empresa, na região oeste de Campo Grande, emprega sete funcionários, além de distribuir renda para centenas de catadores que juntam os materiais e vendem na empresa dele.

“Colocaram mais uma concorrente no nosso setor, só que ficou desleal, porque a Financial vai receber e ainda tem o material de graça”, reclamam o representante de outra empresa de compra de recicláveis que preferiu não se identificar.

Outro relato é do também empresário do ramo, Gilberto Sanches, 58, que trabalha com vidro há 10 anos. Ele afirma que atualmente é o único que compra o produto na Capital, porém mesmo com a ideal de fazer o trabalho em benefício da natureza, Sanches conta que atualmente trabalha no vermelho.

“O preço do vidro é o mesmo desde 2009, porém o frete só aumenta”, diz referindo-se ao transporte até a cidade de Porto Ferreira (SP), onde o produto é levado. “Não tenho incentivo nenhum, já me prometeram [poder público] vidro, só que até agora nada”.

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