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Copom sobe juros para 12,50% ao ano no 5º aumento consecutivo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (20) e decidiu subir a taxa básica de juros da economia brasileira em mais 0,25 ponto percentual, para 12,50% ao ano. Os juros permanecem, deste modo, no patamar mais alto desde janeiro […]
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (20) e decidiu subir a taxa básica de juros da economia brasileira em mais 0,25 ponto percentual, para 12,50% ao ano. Os juros permanecem, deste modo, no patamar mais alto desde janeiro de 2009.

Este é o quinto aumento consecutivo da taxa de juros, que vem subindo desde o início deste ano com o objetivo de conter pressões inflacionárias. Para evitar uma alta maior dos preços, o BC atua para conter a procura por produtos e serviços. Em 2011, os juros brasileiros avançaram 1,75 ponto percentual, visto que estavam em 10,75% ao ano no final do ano passado.

Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,31%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA permaneceu estável em 5,20%. O BC já informou que busca a convergência da inflação para a meta central de 4,5% somente em 2012.

Expectativa do mercado e juros reais
A decisão sobre a taxa de juros veio em linha com o que acreditava a maior parte dos analistas do mercado financeiro. O mercado financeiro também espera mais um aumento dos juros em setembro, para 12,75% ao ano – patamar no qual deverão fechar 2011.

Em 12,50% ao ano, de acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros (após o abatimento da inflação) do Brasil permaneceu para 6,8% ao ano, mais do que o dobro do segundo colocado (Venezuela, com 2,4% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,8% ao ano.

O professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), José Dutra Sobrinho, avaliou que não seria necessário um novo aumento na taxa básica de juros da economia brasileira. Em 12,25% ao ano, segundo ele, a taxa já se encontrava em um patamar extremamente elevado, e resultaria em uma inflação em torno de 6,3% neste ano – abaixo do teto de 6,5% do sistema de metas.

“Essa taxa de juros representa um chamariz para os aplicadores do mundo. Se pegar os megaespeculadores, eles têm chance de pegar dinheiro no Japão a uma taxa próxima de zero. E aplicam a 12% ao ano. Esses caras investem aqui com lucro extraordinário. O brasileiro ajuda a pgar os juro para os especuladores do mundo”, disse Dutra.

Cenário econômico
Para Sidney Nehme, da NGO Corretora, que acreditava em um novo aumento dos juros, embora a economia sinalize um “arrefecimento” no nível de atividade, ela ainda se mostra bastante aquecida. Segundo ele, o número de empregos criados em junho (215 mil vagas formais), fechando o semestre com 1,4 milhão de empregos com carteira, ainda é “expressivo”.

Ele citou, porém, o resultado do IPCA-15, que apontou alta de 0,10% em julho, após crescer 0,23% no mês anterior. “Como a metodologia do IPCA-15 é a mesma do IPCA sendo diferente tão somente o período de pesquisa, o indicador pode ser considerado bom, já que o Focus [pesquisa feita pelo BC com os bancos] esta projetando o IPCA de julho em 0,20%, e efetivamente poderá ser menor”, informou.

Nehme também tem alertado que a taxa de câmbio baixa, em torno de R$ 1,60, é boa para o controle da inflação. “Aparentemente, a manutenção da taxa cambial no entorno de R$ 1,57 até R$ 1,60 deixa o governo numa área de conforto, já que é contributiva para o controle inflacionário e a melhor dentro do possível para o momento”, informou em seu comunicado.

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