O delegado que investiga a morte de Marielly disse que o cunhado dela permanecerá preso na Derf, e que ele tem colaborado. A investigação segue a linha de que o aborto tenha causado a morte da jovem.
Terminou agora há pouco o depoimento de Hugleice da Silva, 25 anos, cunhado de Marielly Barbosa Rodrigues, ao delegado Fabiano Nagata, na Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos). Acompanhado pelo advogado, José Roberto Rodrigues Rosa, Hugleice não quis falar com a imprensa.
O delegado também não comentou o teor das declarações do cunhado da jovem, encontrada morta em um canavial de Sidrolândia após 21 dias desaparecida. Nagata se limitou a afirmar que Hugleice respondeu todas as perguntas e está colaborando com as investigações.
Outras diligências serão feitas para continuar as investigações. O delegado também disse que não houve estratégia por parte da polícia para que a imprensa não registrasse o momento da chegada de Hugleice à delegacia, e que preservar Hugleice da exposição colaborou para que ele ficasse calmo durante o depoimento.
De acordo com Nagata, o cunhado de Marielly permanecerá detido na Derf. Ainda não se sabe qual momento que ele fará o exame de corpo de delito.
O mandado de prisão temporária de Hugleice, com validade de 30 dias, foi expedido na noite de terça-feira (12), pela juíza Silvia Eliane Tedardi da Silva, da Comarca de Sidrolândia.