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Ampliação de cursos de pós-graduação beneficia sul de MS, afirma Pró-reitor

Cláudio Vasconcelos, pró-reitor de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), gerencia a demanda de novos e antigos cursos na Universidade. Vasconcelos afirma acreditar um aumento das pós-graduações da UFGD causa impacto positivo nos novos acadêmicos, e ainda comenta sobre possíveis benefícios para a região sul do Estado. Criada em […]

Arquivo Publicado em 10/03/2011, às 20h56

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Cláudio Vasconcelos, pró-reitor de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), gerencia a demanda de novos e antigos cursos na Universidade. Vasconcelos afirma acreditar um aumento das pós-graduações da UFGD causa impacto positivo nos novos acadêmicos, e ainda comenta sobre possíveis benefícios para a região sul do Estado.


Criada em 2005, a partir de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a UFGD amplia neste ano de 2011 seu quadro de cursos de pós-graduação. Foram abertos em 2011 os cursos de mestrado em Química, Agronegócios, Antropologia e Biologia Geral e doutorado em História.


Midiamax – O calouro da Graduação tem grandes chances de cursar a Pós-Graduação sem precisar sair de Dourados?


Vasconcelos: Com certeza. É muito provável que ele não precise sair da universidade para fazer seu mestrado e até mesmo seu doutorado. Isso porque a UFGD já oferece 14 programas de pós-graduação, todos reconhecidos e aprovados pela Capes, que é o órgão de fomento nacional nessa área e que possibilita bolsas de estudos, de R$ 1,2 mil para mestrandos e R$ 1,8 mil para doutorandos, beneficiando a maioria os acadêmicos. E o número de programas de pós-graduação ainda será ampliado, envolvendo todas as Faculdades. 

Midiamax – Quais são os benefícios para o aluno que faz uma universidade que já tem a graduação, mestrado e doutorado na sua área de conhecimento?


Vasconcelos:  Além da facilidade para dar continuidade aos seus estudos, o grande benefício é que os nossos cursos de mestrado e doutorado são articulados com a realidade regional, então o estudante poderá desenvolver suas pesquisas sobre temáticas relacionadas ao Centro-Oeste nas mais variadas áreas, como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Agricultura, Pecuária, Movimentos Sociais, etc.


Outra vantagem é que todos os professores doutores que atuam na Pós-Graduação atuam também na Graduação. Assim, os alunos da graduação já vão se integrando aos grupos de pesquisa desses professores, via programa de iniciação científica, e aprendem a elaborar projetos e desenvolver pesquisas.


Quando o aluno terminar o seu curso de graduação e quiser continuar seus estudos, poderá até ter o seu projeto de pesquisa prontinho para concorrer a uma vaga no mestrado.   

Midiamax – Qual a perspectiva da Pós-Graduação na UFGD para os próximos anos?


Vasconcelos: Estamos elaborando plano de expansão da Pós-Graduação. Já existem propostas bem concretas para expansão dos cursos de mestrado e doutorado na instituição. Até 2020, nós queremos implantar mais 18 cursos de mestrado e 15 de doutorado, chegando a mais de 1,3 mil acadêmicos. Somados aos cursos que oferecemos atualmente, serão 32 mestrados e 18 doutorados. É importante lembrar que, para os novos cursos a serem submetidos à Capes até 2020, também virão novos professores e investimentos para construção e aquisição de equipamentos de laboratórios e para  financiamento de pesquisas.

Midiamax – Como a Pós-Graduação contribui para o desenvolvimento da região sul do MS?


Vasconcelos:  É o que todo mundo está dizendo recentemente quando se pergunta o que o Brasil precisa para deixar de ser o “país do futuro” e chegar nesse futuro: Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia. Esses são os pilares. O Brasil não tem como se desenvolver sem grandes investimentos nessas áreas. Sem a pós-graduação não é possível ter avanço em Ciência e Tecnologia. 

Jornal Midiamax