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Adilson Batista chega ao São Paulo falando em se reerguer na carreira

O técnico Adilson Batista foi apresentado nesta segunda-feira à tarde como novo técnico do São Paulo. Ele substitui Paulo César Carpegiani, demitido há duas semanas. Adilson conheceu os jogadores no domingo, pouco antes da partida contra o Inter, em Porto Alegre, mas só começa a trabalhar nesta terça-feira. A estreia será no sábado, contra o […]
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O técnico Adilson Batista foi apresentado nesta segunda-feira à tarde como novo técnico do . Ele substitui Paulo César Carpegiani, demitido há duas semanas. Adilson conheceu os jogadores no domingo, pouco antes da partida contra o Inter, em , mas só começa a trabalhar nesta terça-feira. A estreia será no sábado, contra o Atlético-GO, às 18h30, no Morumbi, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Junto com ele, chegou o auxiliar-técnico Ivair. O restante da comissão técnica será a mesma que vinha trabalhando com ex-técnico Paulo César Carpegiani.

Adilson estava desempregado desde o mês passado, quando foi demitido do Atlético-PR. Foi a terceira demissão dele em um ano – antes, fora desligado do Corinthians e do Santos. Por isso, Adilson sabe que terá de lidar com a desconfiança de muitos torcedores em sua chegada ao Morumbi.

– É mais um desafio, entendo a preocupação de me reerguer. Tive duas passagens curtas nesse estado, é um aprendizado. Tenho só 43 anos, espero trabalhar mais uns 20 anos dentro do futebol. Espero estar melhorando. Recebi a chance em um clube que pode me proporcionar uma conquista e alavancar a minha carreira. Pelo meu empenho, sei que tenho tudo para crescer profissionalmente – disse o treinador.

Adilson assinou até dezembro com o São Paulo, um contrato bem mais curto do que seus antecessores Paulo César Carpegiani, Ricardo Gomes e Muricy Ramalho – todos tinham contratos de pelo menos uma temporada. Ele receberá salários de R$ 180 mil mensais, bem abaixo do que ganhava Paulo César Carpegiani. Pelo acordo que fechou com a diretoria tricolor, caso ele renove contrato para 2012, o que só acontecerá no caso do time no mínimo ter uma vaga na próxima Taça Libertadores da América, ganhará um substancial aumento.

– O contrato de quatro meses é só uma circunstância, apresentamos uma proposta, o que menos falamos foi a duração de contrato, nós mostramos uma proposta de trabalho – justificou o diretor de futebol, Adalberto Batista.

– Fizemos até o fim do ano, para poder discutir depois com mais propriedade um novo contrato, com mais tempo de duração – emendou o dirigente.
O técnico disse não se sentir incomodado com o curto contrato.

– Quero agradecer as palavras da diretoria, tenho respeito e admiração pelo clube. Esta é uma chance única. O acerto me deixou contente, pela grandeza do clube. Estou preparado, sabendo das cobranças por resultados, mas com a convicção de fazer o melhor.

Adilson foi bombardeado com perguntas sobre seus consecutivos fracassos no Corinthians, no Santos e no Atlético-PR. Sem perder a compostura, e mostrando serenidade, o técnico tratou de se defender, lembrando que foi seu sucesso no Cruzeiro em jogos contra o São Paulo que o credenciou a ser bancado agora pela diretoria do Morumbi:

– Foram três trabalhos em nove meses. Antes disso era um excelente trabalho no Cruzeiro. Naquela época tinha grandes jogos contra o São Paulo e é por isso que aqui estou. São turbulências, provações da vida, mas às vezes Deus está reservando algo melhor ali na frente e eu estou acreditando nisso.

Questionado se esta seria sua “última chance” num grande clube paulista, Adilson respondeu:

– Volto a repetir, tenho mais 20 anos dentro do futebol. Temos de dividir responsabilidades dentro do futebol. Tenho minha parcela, mas são “n” fatores que acontecem dentro de um clube.

Adilson admitiu que as três experiências recentes o fizeram rever alguns conceitos, principalmente de comportamento. Ele nunca conquistou um título nacional ou internacional como treinador – apenas estaduais -, mas se mostra otimista em quebrar esse tabu no Tricolor.

– Estou maduro, consciente, tranquilo, sabendo da importância de dirigir o São Paulo. Passei perto de conquistas recentes nos últimos anos. (O título) está batendo na trave, daqui a pouco encaixa e espero que seja no São Paulo. Eu melhorei e vocês vão perceber no dia a dia.

Adilson evitou falar especificamente sobre suas passagens pelos rivais Corinthians e Santos. Político, fez questão de repetir vários elogios à diretoria e à estrutura do São Paulo. E comemorou o fato de pegar o time na vice-liderança do Brasileiro com 21 pontos, quatro a menos que o Corinthians.

– É bom pegar o clube numa situação dessa, importante essa contribuição do Paulo (César Carpegiani) e do Milton (Cruz, auxiliar que comandou o time interinamente nas vitórias contra Cruzeiro e Inter). Com essas vitórias você ganha moral, tranquilidade, a ambição aumenta. Espero contribuir para que possamos comemorar juntos no fim do ano – disse Adilson, que foca na classificação à Libertadores.

– É o objetivo, chegar no topo do Brasileiro. O São Paulo está acostumado. Venho de três Libertadores seguidas, acho isso importante.

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