Com um duelo de gigantes, a final da Copa do Brasil agitou os bares de campo Grande neste domingo (24). Mesmo em meio a onda de calor, centenas de torcedores se reuniram para assistir à final entre São Paulo e Flamengo no estádio Morumbi.
Uma hora antes do jogo começar, o Bar Barolé, localizado na Avenida Afonso Pena, já havia atingido a lotação máxima de 300 pessoas.
“Preferi encerrar a entrada de clientes para garantir um bom atendimento”, enfatizou Katiuscia Soares, 36, gerente do local.
Entre os que foram ‘barrados’ na fila está o empresário João Cruz, 24, que precisou buscar outro local para assistir à partida.
“Não deu aqui, então o jeito é partir para outro local, mas esse jogo eu não perco”, disse ele.
Título inédito

Na partida de ida o Tricolor Paulista levou a melhor e venceu o jogo por 1 a 0, no estádio do Maracanã. Neste domingo, o São Paulo joga pelo empate para ser campeão, o que seria algo inédito para o clube, pois a Copa do Brasil é o único título que ainda falta na sala de troféus do São Paulo.
Com a esperança de ver o tricolor paulista conquistar um título inédito, Eliezer Junior, 31, foi ao bar junto com a esposa e filhos para acompanhar o jogo.
“Hoje o São Paulo vai sair da fila e levar esse título para casa”, disse o torcedor.
Com o coração apertado, o advogado Yves Drosghic lembra que nos anos 2000, o São Paulo perdeu por um gol. Para hoje, a expectativa é a vitória do São Paulo por 2×0.
Para o casal de flamenguistas, a vitória do time carioca é certa. Maria Eduarda Rosa, 22, acredita que o placar será 2×1 para o Flamengo, enquanto o namorado João Pedro Mendes, 22, aposta em 3×1 para o time do coração.

Flamenguista desde criança, a professora Cristina Davilla, 58, tem fé que o Flamengo irá virar o jogo e conquistar o título.
“Vamos conquistar esse penta, no suor, mas vamos. Os jogadores estão em boa forma”, destacou.
Um dos bares mais tradicionais para os amantes de futebol na Capital, o bar Mercearia, também operou com sua capacidade máxima de 250 clientes. Para o gerente Ivan Pedreira, 46, o movimento seria ainda melhor se a cidade não estivesse sofrendo com uma onda de calor.
“Esse calor está demais, o movimento poderia ser melhor se o clima estivesse mais ameno, mas estamos felizes que o bar está cheio”, ressaltou.
